Reestruturação na base do Corinthians: Erasmo Damiani revela bastidores e sucesso do Sub-17 no Brasileirão

O Corinthians vive um momento de transformação profunda em suas categorias de base, onde a eficiência administrativa caminha lado a lado com o sucesso esportivo do Sub-17.
O departamento de formação do clube atravessa um período de mudanças significativas, buscando não apenas resultados dentro de campo, mas também um equilíbrio financeiro e estrutural que foi perdido nos últimos anos.
A gestão atual, liderada por Erasmo Damiani, foca na otimização de recursos e na valorização dos talentos que compõem o elenco alvinegro, visando um futuro mais sólido para o clube.
Conforme informações divulgadas pelo UOL Esporte, o executivo detalhou como o clube conseguiu superar desafios críticos e pavimentar o caminho para a atual campanha de destaque no cenário nacional.
Superação de metas e o brilho do Sub-17
A campanha da equipe Sub-17 do Corinthians no Campeonato Brasileiro tem surpreendido positivamente a diretoria. Inicialmente, o objetivo era terminar entre os oito melhores, mas o time superou as expectativas.
O executivo Erasmo Damiani celebrou o desempenho, destacando que a meta era mais modesta. O time encerrou a primeira fase em segundo lugar, com 12 vitórias, quatro derrotas e dois empates, além de registrar 58 gols marcados.
Segundo o profissional, o sucesso reflete a qualidade das comissões técnicas contratadas. Agora, o foco é qualificar o trabalho e desenvolver os atletas que permanecem no projeto para buscar o título inédito da competição.
A reestruturação administrativa e os cortes
Ao assumir o cargo em outubro de 2025, Damiani encontrou um cenário de excessos. Havia muitos funcionários em funções similares e um número elevado de jogadores, especialmente na categoria Sub-20, que chegou a ter 60 atletas.
A reestruturação envolveu a dispensa de 57 atletas dos 87 contratados durante a gestão de Augusto Melo. Além disso, o clube reduziu em 13% o número de funcionários de diversas áreas, alcançando uma economia de 60% nos custos operacionais.
Damiani explicou que, ao reduzir o excesso, o clube consegue investir melhor em cada jogador. Ele ressaltou que a formação envolve custos indiretos como alimentação, transporte, lavanderia e suplementação.
O fim da segunda pandemia e o retorno ao MCFFB
Um dos maiores desafios enfrentados foi o afastamento do Corinthians do Movimento de Clubes Formadores do Futebol Brasileiro, ocorrido em janeiro de 2025. Damiani comparou esse período a uma segunda pandemia, exclusiva para o clube.
O isolamento impediu o Corinthians de disputar competições nacionais de alto nível, prejudicando o desenvolvimento dos jovens. A punição foi resultado de um caso de aliciamento envolvendo o atacante Pedro Morelli, denunciado pelo Palmeiras.
A situação foi resolvida em agosto de 2026, após a rescisão do contrato do jogador. Com o retorno ao movimento, as categorias de base voltaram a ter acesso a torneios importantes, permitindo um intercâmbio valioso para os atletas.



