A reviravolta histórica: Leandro Castán revela como o Corinthians superou o trauma do Tolima para conquistar a Libertadores de 2012


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O ex-zagueiro Leandro Castán abre o jogo sobre a superação do Corinthians, que transformou a eliminação precoce na Libertadores de 2011 em um título histórico em 2012.

A trajetória do Corinthians na última década foi marcada por extremos, saindo de uma crise profunda para o topo do continente. O ex-zagueiro Leandro Castán, peça fundamental naquela equipe, relembrou os desafios enfrentados pelo elenco alvinegro após a traumática eliminação na pré-Libertadores de 2011 diante do Tolima, na Colômbia.

Segundo informações divulgadas pelo portal Meu Timão, o período não foi marcado apenas por dificuldades esportivas, mas também por uma tragédia pessoal que abalou o grupo. O falecimento do jovem jogador William Morais, que atuava pelo clube, deixou o elenco em um estado de choque, unindo os atletas em um momento de dor e reflexão.

Castán destacou que, conforme o relato exclusivo ao quadro Meu Timão Visita, aquele período difícil serviu como base para a resiliência demonstrada pelo time nos anos seguintes. O jogador aponta que a vitória clássica sobre o Palmeiras logo após a eliminação foi o ponto de virada para a reconstrução daquele grupo histórico.

A transformação do elenco sob o comando de Tite

Para o ex-defensor, a capacidade de reação da equipe foi um mérito direto do técnico Tite. O treinador incutiu no grupo uma mentalidade vencedora, fazendo com que o time sempre buscasse o resultado, mesmo quando estava atrás no placar, algo que ficou evidente durante a campanha vitoriosa do Campeonato Brasileiro de 2011.

Castán relembra com carinho a virada épica contra o Atlético-MG, em novembro de 2011, como um exemplo claro dessa filosofia. Aquele espírito de luta foi levado para a Copa Libertadores de 2012, onde o gol de empate de Ralf, logo na estreia contra o Deportivo Táchira, funcionou como um sinal de que o destino do clube seria diferente da experiência anterior.

O momento mágico contra o Vasco e a estrela de Cássio

Um dos lances mais emblemáticos da campanha de 2012 ocorreu nas quartas de final, contra o Vasco da Gama. A defesa milagrosa de Cássio em finalização de Diego Souza, seguida pela bola na trave de Nilton, é vista por Castán como o momento em que o grupo sentiu que o título era inevitável.

O ex-zagueiro brinca que o lateral Alessandro deve agradecer ao goleiro pelo resto da vida. Logo após o susto, o volante Paulinho marcou o gol de cabeça que garantiu a classificação alvinegra, confirmando a tese de que todas as coisas estavam conspirando a favor do Corinthians naquele ano especial.

A consagração contra o Boca Juniors e a estrela de Emerson Sheik

Na decisão contra o Boca Juniors, a mística corinthiana se fez presente. Romarinho, que tocou na bola pela primeira vez na competição, marcou o gol de empate na Argentina, algo que Castán define como um momento de pura estrela do técnico Tite, que acreditou no jovem atacante em um instante crucial.

No jogo de volta, no Pacaembu, Emerson Sheik assumiu o protagonismo com dois gols, selando a conquista inédita e invicta. Castán exalta Sheik como um jogador decisivo e um grande companheiro, destacando que, apesar de provocar polêmicas, ele era o tipo de atleta essencial para vencer partidas de tamanha importância para a Fiel Torcida.

O legado de um grupo vitorioso para a história do clube

Ao refletir sobre a conquista, Castán confessa que foi apenas no dia 4 de julho de 2012 que ele compreendeu a verdadeira dimensão da paixão da torcida alvinegra. A atmosfera no Pacaembu foi algo que o ex-jogador afirma nunca ter sentido em qualquer outro lugar durante toda a sua carreira profissional.

O elenco de 2012 é considerado por ele como o melhor grupo em que já jogou, um time que não apenas venceu, mas marcou época. O ex-zagueiro acredita que aquela base, reforçada posteriormente, tinha potencial para conquistar o bicampeonato em 2013, reafirmando que o sucesso do Corinthians sempre dependeu de união e planejamento.

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