Ministério Público investiga patrocínio da Fatal Fans ao Corinthians por riscos à proteção de crianças e adolescentes

O Ministério Público de São Paulo abriu uma investigação para analisar se o patrocínio da Fatal Fans ao Corinthians coloca em risco o público infantojuvenil.
A parceria comercial, que envolve a exposição da marca da Fatal Fans em diversos canais do clube, entrou na mira do promotor Santiago Miguel Nakano Perez. O objetivo central é verificar se o acesso à plataforma, que oferece conteúdo adulto, possui barreiras eficientes contra menores.
A investigação busca entender como a Fatal Fans restringe a entrada de crianças e adolescentes em seu site oficial. A preocupação das autoridades reside no fato de que, aparentemente, a validação da idade ocorre apenas por meio de uma declaração do próprio usuário.
Essa apuração foi iniciada após informações publicadas pelo UOL Esporte, conforme detalhado na pauta original do caso.
Avaliação técnica e fiscalização da plataforma
O Ministério Público determinou que profissionais do Centro de Apoio à Execução (Caex) realizem uma avaliação técnica urgente. Eles deverão acessar a área restrita da plataforma para verificar quais mecanismos de segurança estão realmente em vigor.
Além disso, o órgão pretende envolver a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A ideia é descobrir se a empresa por trás da Fatal Fans já passou por auditorias ou fiscalizações anteriores sobre o tratamento de dados pessoais.
O papel do Corinthians e as cláusulas de proteção
Embora o Corinthians tenha estabelecido restrições internas, como a proibição da marca nas categorias de base e a limitação do uso da imagem de atletas, o MP quer saber se isso é suficiente. O clube terá dez dias para se manifestar após o acesso aos autos.
O contrato, que pode render até R$ 31 milhões ao clube até 2027, está sob análise minuciosa. O Ministério Público solicitou a íntegra dos documentos, incluindo cronogramas de campanhas e estratégias de mídia utilizadas pelo Timão.
Prazos e exigências para a empresa
A Fatal Fans, que já havia sido acionada anteriormente sem sucesso, agora possui um prazo de 15 dias corridos para entregar esclarecimentos. A empresa precisa apresentar estudos de risco e provar que protege o público de menor idade.
A sociedade aguarda os próximos passos dessa investigação, que coloca em xeque a responsabilidade das marcas ao escolherem seus parceiros comerciais, especialmente em um cenário onde a exposição digital é constante e de difícil controle.



