Corinthians é denunciado no STJD por incidentes na Neo Química Arena contra o Cruzeiro e pode sofrer punições severas

O Corinthians enfrenta um julgamento importante no STJD após ocorrências registradas em súmula durante a partida contra o Cruzeiro, válida pelo Brasileirão.
O Corinthians terá de responder no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por uma série de episódios registrados durante o confronto contra o Cruzeiro. O duelo, realizado na Neo Química Arena, terminou com derrota alvinegra por 2 a 1.
As infrações incluem o atraso no retorno para o segundo tempo, o lançamento de objetos no gramado e uma invasão de campo. O caso coloca o clube sob análise rigorosa dos auditores do tribunal esportivo.
Conforme informação divulgada pela Central do Timão, o árbitro Davi de Oliveira Lacerda relatou detalhadamente cada incidente na súmula oficial da partida.
Atraso no reinício da partida
Um dos pontos centrais da denúncia refere-se ao atraso de três minutos para o início da etapa complementar. Tanto o Corinthians quanto o Cruzeiro foram enquadrados no artigo 206 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
Este artigo prevê punições financeiras para equipes que provocam demora no reinício do jogo. A multa estipulada pode variar entre R$ 100 e R$ 1 mil por cada minuto de atraso, dependendo da decisão final dos magistrados.
Lançamento de objetos e invasão de campo
Além do atraso, o Corinthians foi denunciado com base no artigo 213 do CBJD, que responsabiliza o clube por episódios de desordem e invasão. A súmula aponta que copos com líquidos foram arremessados após o segundo gol do time mineiro.
Outro fato grave foi a invasão de um torcedor ao gramado após o apito final. O indivíduo correu em direção ao zagueiro Gustavo Henrique, mas foi contido pela equipe de segurança. O invasor não foi identificado até o encerramento do documento oficial.
Possíveis penalidades e o julgamento
As infrações previstas no artigo 213 podem resultar em multas pesadas, que chegam a R$ 100 mil. Em casos de maior gravidade, o tribunal possui autonomia para aplicar a perda de mando de campo, variando de uma a dez partidas.
O julgamento está agendado para esta quarta-feira, às 10h, na sede do STJD, em Brasília. O relator do processo será Pedro Henrique Esselin Perdiz de Jesus, que analisará as provas contra o clube paulista.



