José Augusto Mendes detalha plano de salvação financeira para o Corinthians e explica escolha estratégica de vices para as eleições de 2027


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Com foco total em austeridade e profissionalismo, o pré-candidato à presidência do Corinthians, José Augusto Mendes, apresenta o seu plano de reorganização financeira para o triênio 2027-2029.

A corrida eleitoral no Parque São Jorge ganha um novo capítulo com a divulgação das propostas de José Augusto Mendes. O conselheiro vitalício busca se diferenciar ao prometer uma gestão baseada em critérios técnicos e rigor absoluto com as contas do clube.

O cenário para o próximo mandato, segundo o pré-candidato, exige medidas duras e imediatas para estancar o sangramento financeiro. Conforme informações divulgadas pelo Meu Timão, o plano envolve uma análise profunda de contratos e a renegociação de dívidas de curto prazo.

Abaixo, detalhamos os pilares da proposta de José Augusto Mendes, que promete transformar a estrutura administrativa do Corinthians caso seja eleito no pleito marcado para o dia 28 de novembro.

O primeiro ano como o grande desafio da gestão

Para o pré-candidato, o torcedor precisa estar ciente de que o início da administração será marcado por dificuldades. A estratégia é utilizar os doze meses iniciais para criar uma base sólida de recuperação, visando melhorias consistentes a partir do segundo ano.

Segundo o candidato, a credibilidade é a chave para o sucesso. Ao contar com profissionais conhecidos pelo mercado, a gestão pretende sentar com credores e bancos para renegociar custos, contratos e obrigações financeiras que sufocam o fluxo de caixa do Corinthians.

Uma medida prática será a centralização das decisões. Todos os pagamentos deverão passar pela aprovação direta do presidente e do CEO, visando eliminar desperdícios e garantir que cada centavo seja monitorado durante a reestruturação das finanças.

Aposta em uma gestão profissional com CEO

Uma das mudanças mais significativas propostas é a contratação de André Mastrobuono para o cargo de CEO. O executivo possui cerca de 20 anos de experiência em processos de reestruturação empresarial, tendo atuado em diversos casos no Brasil e no exterior.

A ideia é que áreas estratégicas como financeiro, jurídico e recursos humanos sejam ocupadas por profissionais técnicos. Para José Augusto Mendes, não é possível fazer uma gestão política nessas áreas, tratando o momento do clube como uma verdadeira guerra.

Escolha dos vices e fim das alianças políticas

A chapa conta com Marcelo Mandel e Mirella Ramaciotti como candidatos às vice-presidências. O pré-candidato ressalta a competência de ambos e afirma que não busca junção de chapas, focando exclusivamente na sua própria proposta de trabalho.

Sobre as críticas em relação à família de Mirella Ramaciotti, o candidato foi enfático ao defender a independência da parceira de chapa. Ele destacou que a dirigente possui ideias próprias, excelente formação e uma rede de contatos que será fundamental para atrair novos recursos.

Modelo matricial para o futuro do Timão

A estrutura do clube deve passar por uma reforma, adotando um modelo matricial. Esse formato separa as funções corporativas, como o jurídico, das unidades de negócio, como o futebol, a Neo Química Arena e os esportes olímpicos, cada qual com seu gestor.

Além disso, o projeto prevê a criação de diretorias de relações com a torcida e de relações institucionais. O objetivo é aproximar o clube dos torcedores e garantir que o Corinthians tenha voz ativa junto à CBF e à Federação Paulista de Futebol.

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