Eleições no Corinthians: SAFiel busca diálogo com candidatos à presidência enquanto mantém neutralidade total no pleito alvinegro

Com dívidas que superam a marca de R$ 2,8 bilhões, o projeto SAFiel se posiciona como uma alternativa técnica para o futuro administrativo do Corinthians, buscando dialogar com os candidatos antes das eleições de 28 de novembro.
O cenário político no Parque São Jorge ganha um novo capítulo com a movimentação dos idealizadores da SAFiel. O grupo, que defende a transição do clube para o modelo de Sociedade Anônima do Futebol, anunciou que pretende estabelecer grupos de trabalho com todos os concorrentes ao cargo de presidente.
A iniciativa visa oferecer aos candidatos um plano de governança mais maduro, permitindo ajustes e esclarecimentos técnicos antes mesmo da votação. A estratégia, conforme divulgado pelo portal Meu Timão, busca preparar o próximo gestor para os desafios imediatos da administração alvinegra.
Segundo as informações apuradas pelo portal Meu Timão, a SAFiel reforça que não apoiará chapas ou nomes específicos, mantendo uma postura de neutralidade absoluta durante todo o processo eleitoral que definirá o futuro do clube para o triênio 2027/2029.
O objetivo de construir pontes para o futuro
Eduardo Salusse, um dos idealizadores, destacou que o projeto é democrático e construído com base em sugestões de diversos corinthianos. A intenção é que a proposta seja vista como uma ferramenta de cooperação, transcendendo interesses políticos individuais e focando na sustentabilidade do Corinthians.
Carlos Teixeira, outro nome à frente da SAFiel, enfatizou que o próximo presidente assumirá um clube em situação considerada ingovernável. Com receitas antecipadas e bloqueios judiciais, a urgência de um plano concreto de reestruturação financeira torna-se o ponto central do debate eleitoral.
Cenário de crise e o papel da SAF
Atualmente, o clube enfrenta três transfer bans ativos, que somam aproximadamente R$ 21,5 milhões em dívidas. Esse cenário restringe a contratação de novos atletas e evidencia a fragilidade financeira atual, que também apresenta um déficit acumulado de R$ 278,705 milhões apenas nos sete primeiros meses de 2026.
A proposta não vinculante apresentada ao presidente Osmar Stabile sugere uma captação de até R$ 3 bilhões para reestruturação. O modelo prevê a pulverização do capital social, garantindo que torcedores possam deter ações com direito a voto, além de cláusulas de reversibilidade de controle.
Diálogo aberto com os presidenciáveis
Até o momento, cinco nomes se apresentaram como pré-candidatos, sendo eles José Augusto Mendes, Sérgio Janikian, André Negão, Rozallah Santoro e André Castro. Alguns já demonstraram interesse direto no projeto, como José Augusto Mendes, que assinou um compromisso de análise da proposta.
A SAFiel afirma que não recebeu convites para integrar gestões, o que seria visto como conflito de interesses. O foco permanece na formação de grupos técnicos, como o já estabelecido com a chapa de Mendes, para que o próximo mandatário tenha um caminho claro a seguir a partir de 1º de janeiro de 2027.
Compromisso com a transparência e dados
Carlos Teixeira defende que o torcedor corinthiano não aceita mais promessas vagas e precisa de planos detalhados. O idealizador reforça a necessidade de transparência, com planilhas e projetos escritos, para que o clube saia da atual estagnação e consiga honrar seus compromissos com atletas e credores.
O cronograma eleitoral segue o rito oficial e as chapas têm até o dia 15 de outubro para realizar o registro formal. Enquanto isso, a SAFiel segue à disposição para debater os pilares da SAF, que incluem o repasse de R$ 600 milhões em royalties ao clube social ao longo de uma década.



