Crise no Corinthians: associados pedem punição a conselheiros vitalícios que tentaram barrar reforma do Estatuto na Justiça

A disputa jurídica sobre a reforma do Estatuto do Corinthians ganha novos contornos após associados protocolarem pedido de investigação contra conselheiros vitalícios na Comissão de Ética.
O ambiente político no Parque São Jorge está cada vez mais tenso. Associados do clube decidiram agir formalmente contra três figuras influentes do Conselho Deliberativo, alegando que as constantes manobras judiciais estão prejudicando a imagem da instituição.
A iniciativa foca na conduta de conselheiros que buscam impedir a realização da Assembleia Geral, um evento crucial para definir os novos rumos administrativos e políticos do Timão nos próximos anos.
Conforme informações divulgadas pelo portal Meu Timão, o pedido de apuração detalha as ações que culminaram no adiamento do pleito que ocorreria no último sábado.
O pedido de investigação na Comissão de Ética
Os associados e advogados Adeildo Heliodoro dos Santos e Wendell Heliodoro dos Santos lideram a ofensiva. Eles protocolaram uma representação junto à Comissão de Ética e Disciplina, presidida por Leonardo Pantaleão, solicitando a análise das condutas de Ademir de Carvalho Benedito, Alexandre Husni e Guilherme Gonçalves Strenger.
O documento argumenta que o trio utilizou recursos judiciais para barrar a Assembleia Geral, que votaria pontos fundamentais da reforma do Estatuto. Segundo os autores, esse comportamento fere o artigo 24 do Estatuto do Corinthians, que trata da proteção à imagem institucional do clube.
Impacto na imagem e possíveis punições
A denúncia sugere que a postura dos conselheiros pode ser enquadrada no artigo 28, alínea E, do Estatuto. Caso a Comissão de Ética acolha o pedido, as punições podem ser severas, chegando até ao desligamento do quadro associativo do clube.
Os autores do pedido reforçam que a controvérsia extrapolou o campo jurídico e passou a afetar o funcionamento dos órgãos estatutários. Eles destacaram a manifestação de Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, que demonstrou surpresa com os sucessivos recursos apresentados pelo trio.
Contexto das disputas judiciais
O cenário é marcado por uma sequência de derrotas e vitórias na Justiça. Nos últimos meses, o trio de conselheiros tem travado uma batalha contra a reforma, que já passou por diversas audiências públicas e debates com conselheiros, associados e a torcida corinthiana.
Vale lembrar que o Estatuto do Corinthians não passa por uma revisão profunda desde 2008. A pauta da Assembleia Geral inclui 11 temas, como a mudança na composição do Conselho Deliberativo, a redução para 200 membros e a implementação de dois turnos na eleição presidencial.
Próximos passos da apuração
Agora, cabe a Leonardo Pantaleão avaliar os documentos entregues e reunir provas para decidir se abre, ou não, um procedimento disciplinar formal contra os envolvidos. Também está sob análise a possibilidade de uma suspensão liminar dos conselheiros citados.
A expectativa é que o desfecho desta investigação traga maior clareza sobre o futuro da reforma estatutária, que visa modernizar a gestão do clube e ampliar a participação dos associados nas decisões políticas do Corinthians nos próximos ciclos eleitorais.



