Bomba: Perícia aponta que Corinthians já teria quitado a Neo Química Arena e divergência na dívida com a Caixa chega a R$ 402 milhões


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Laudo pericial inédito revela que o Corinthians pode ter pago a mais pela Neo Química Arena, com uma diferença calculada de R$ 402 milhões na dívida.

Uma descoberta técnica está movimentando os bastidores do futebol brasileiro e trazendo novas esperanças para a torcida corinthiana. Um laudo pericial entregue ao Ministério Público de São Paulo aponta que a dívida da Neo Química Arena pode ser muito menor do que o valor cobrado pela Caixa Econômica Federal.

O documento, assinado pelo perito Anísio Costa Castelo Branco, do Instituto de Perícia Investigativa, sugere que o saldo devedor executado em 2019 estava inflado. A discrepância, quando atualizada para agosto de 2026, chega à cifra impressionante de R$ 402,7 milhões, conforme informações divulgadas pela Central do Timão.

Essa revelação coloca em xeque a gestão financeira do estádio e abre uma nova frente de investigação sobre os pagamentos realizados pelo clube ao longo dos anos. A seguir, entenda como essa conta foi calculada e quais são os próximos passos do Ministério Público para esclarecer o caso.

A origem da divergência milionária

Em 2019, a Caixa ajuizou uma ação cobrando cerca de R$ 536 milhões do Corinthians. No entanto, a perícia refez os cálculos aplicando rigorosamente as taxas de juros contratuais, como a TJLP mais 3,4% ao ano. O resultado foi um saldo devedor recalculado de R$ 280,3 milhões na mesma data base.

Um dos pontos centrais da polêmica é a multa de 10% aplicada pelo banco. Segundo o perito, a multa deveria incidir apenas sobre as parcelas que estavam vencidas no momento da ação, e não sobre o valor total da dívida. Essa interpretação causou uma diferença superior a R$ 70 milhões em valores atualizados.

Inconsistências nos registros bancários

Além dos cálculos, o laudo aponta uma preocupante falta de transparência nos documentos da Caixa. O perito afirma que não foi possível encontrar uma memória de cálculo ou justificativa técnica que explicasse por que o banco utilizou o valor integral para basear a multa contratual.

O documento também destaca que as telas internas do sistema da Caixa apresentavam valores diferentes daqueles contidos nas planilhas entregues à justiça. A falta de extratos bancários completos e de um demonstrativo cronológico claro dificultou a reconciliação precisa dos pagamentos feitos pelo Corinthians.

Impacto na campanha de arrecadação da torcida

O estudo também levanta um alerta importante sobre a campanha de doações organizada pela Gaviões da Fiel, que visava quitar a Neo Química Arena. O perito ressalta que, se o saldo devedor informado era impreciso, os torcedores podem ter sido induzidos ao erro ao realizarem suas doações via Pix.

Embora o laudo não atribua dolo aos participantes da campanha, ele sugere que o Ministério Público investigue a origem dos R$ 720 milhões usados como referência na arrecadação. O promotor Cássio Roberto Conserino afirmou que, se comprovado que o clube pagou a mais, o caso pode configurar gestão temerária.

O que pode acontecer com o estádio

Diante do cenário, o Ministério Público recomendou diversas diligências, incluindo uma nova perícia de matemática financeira independente. O objetivo é obter o histórico completo dos desembolsos e entender por que a dívida da Neo Química Arena, que hoje gira em torno de R$ 642 milhões, ainda persiste.

O promotor Cássio Roberto Conserino destacou que o caso não possui natureza federal, pois trata-se de um possível prejuízo ao patrimônio do clube e não à União. Até o momento, nem o Corinthians nem a Caixa Econômica Federal se manifestaram oficialmente sobre as conclusões do laudo pericial.

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