Wagner Ribeiro revela proposta do Tottenham por Lulinha e explica por que recusou agenciar Jô no início da carreira

O empresário Wagner Ribeiro abre o jogo sobre os bastidores do futebol e revela os motivos que cercaram as carreiras de promessas como Lulinha e Jô no Corinthians
O mercado de transferências no futebol brasileiro é um cenário complexo, onde o sucesso de um jovem talento depende tanto do seu desempenho em campo quanto de escolhas estratégicas feitas por seus agentes. Wagner Ribeiro, um dos nomes mais influentes do ramo, decidiu abrir o baú de memórias sobre sua trajetória no Parque São Jorge.
Em uma entrevista reveladora, o empresário relembrou momentos cruciais da gestão de carreira de jogadores que surgiram na base alvinegra. Entre eles, o meia-atacante Lulinha, que foi tratado como a grande joia do clube por anos, e a curiosa história envolvendo o atacante Jô.
Conforme informação divulgada pelo ge.globo, o empresário detalhou os bastidores dessas negociações, explicando por que alguns jogadores atingiram o topo enquanto outros, apesar do potencial, seguiram caminhos diferentes no cenário esportivo internacional.
A proposta do Tottenham e o impasse com Lulinha
Lulinha foi, sem dúvida, um dos jogadores mais midiáticos da base corinthiana. Com números impressionantes, como os 297 gols marcados nas categorias de base, o atleta era visto como uma certeza de sucesso. Wagner Ribeiro conta que chegou a levar uma proposta oficial do Tottenham, da Inglaterra, quando o jogador ainda era muito jovem.
O negócio, no entanto, foi barrado pela diretoria da época. Segundo o agente, houve um conflito de visões, já que o técnico Leão considerava que o atleta estava muito verde para ser negociado. O diretor Nézi Cury também se recusou a vender o jogador, mantendo-o no elenco alvinegro.
A valorização financeira e o momento conturbado
Mesmo sem a transferência para o futebol inglês, Ribeiro destaca que conseguiu garantir uma valorização financeira expressiva para Lulinha. O salário do jogador saltou de 6 mil para 120 mil reais, chegando posteriormente a 280 mil reais, valores considerados altíssimos para a época.
O empresário avalia que o momento turbulento vivido pelo Corinthians, que culminou no rebaixamento para a Série B, acabou prejudicando a afirmação do atleta. Ele relata que tentou levar o jogador para Portugal e Japão, mas Lulinha nunca conseguiu repetir o brilho que teve na Seleção Brasileira.
Por que Wagner Ribeiro não agenciou Jô?
Outro ponto alto da entrevista foi a explicação sobre a decisão de não representar o atacante Jô. Ribeiro conta que o pai do jogador chegou a pedir insistentemente para que ele cuidasse da carreira do filho, mas o empresário já tinha outros compromissos e apostas firmadas na época.
O agente revela que preferiu trabalhar com o meia Élton, um jogador de estatura baixa, mas com grande capacidade de assistência. Ribeiro brincava que Jô deveria parte do seu sucesso aos passes de Élton. No fim, a escolha do empresário foi pelo meia, que construiu uma carreira vitoriosa no futebol árabe.
O destino de cada jogador
Enquanto Jô seguiu um caminho brilhante, tornando-se uma das contratações mais caras da história do Manchester City e colecionando títulos pelo Corinthians, Élton também encontrou seu lugar ao sol. O meia tornou-se um ídolo no futebol da Arábia Saudita, liderando o modesto Al-Fateh ao título nacional.
Lulinha, por sua vez, após passagens por diversos clubes brasileiros e internacionais, vive hoje um momento de destaque no Madura United, na Indonésia. A trajetória de cada um desses atletas reforça como o futebol é um ambiente onde talento e oportunidade nem sempre caminham lado a lado.



