STJD absolve Corinthians por invasão de crianças e define punição financeira após julgamento sobre atraso contra o Remo


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O Superior Tribunal de Justiça Desportiva, conhecido como STJD, tomou uma decisão definitiva sobre a invasão de campo na Neo Química Arena e o atraso dos times.

O cenário esportivo brasileiro acompanhou de perto o julgamento realizado nesta terça-feira, na sede do STJD, no Rio de Janeiro. O foco principal estava em uma denúncia contra o Corinthians, que envolvia a entrada de crianças no gramado após uma partida.

Além disso, o tribunal avaliou a conduta das equipes no retorno do intervalo. O caso gerou grande expectativa entre os torcedores, que aguardavam a definição sobre possíveis sanções aplicadas aos clubes envolvidos no confronto.

Conforme informações divulgadas pelo STJD, a sessão analisou detalhadamente os fatos ocorridos no dia 23 de julho, durante o jogo entre o clube paulista e o Remo, pelo Campeonato Brasileiro, conforme detalhado no processo.

Absolvição no caso da invasão de campo

A denúncia mais grave contra o Corinthians baseava-se no artigo 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que trata da falta de providências para prevenir invasões. O clube poderia enfrentar multas pesadas, chegando a 100 mil reais.

No entanto, a defesa do Timão apresentou um relatório da Polícia Militar, identificando os responsáveis pelos menores. Ficou provado que a equipe de segurança agiu com rapidez e eficiência, evitando qualquer risco aos atletas em campo.

O procurador Eduardo Ramos destacou que as medidas preventivas não são infalíveis e que a pouca idade dos envolvidos foi um fator determinante. Por unanimidade, os auditores decidiram pela absolvição do Corinthians nesta acusação específica.

Multa por atraso no reinício do jogo

Nem tudo terminou sem custos para os clubes. Tanto o Corinthians quanto o Remo foram multados por causa de um atraso no reinício da partida após o intervalo, infração prevista no artigo 206 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva.

A súmula assinada pelo árbitro Lucas Casagrande foi fundamental para esclarecer o tempo real da demora. Embora a denúncia inicial falasse em cinco minutos, a análise confirmou que o atraso efetivo foi de apenas dois minutos.

O tribunal aplicou uma multa de 1 mil reais por cada minuto de atraso para cada uma das agremiações. Com isso, o Corinthians e o Remo foram condenados ao pagamento de 2 mil reais cada um, encerrando o caso no STJD.

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