Reforma estatutária do Corinthians trava na Justiça após conselheiros contestarem autorização para Assembleia Geral

A disputa jurídica sobre a reforma estatutária do Corinthians ganha novos capítulos decisivos, colocando em xeque a Assembleia Geral prevista para setembro.
O cenário político do Corinthians vive momentos de alta tensão após uma recente decisão judicial. A Justiça de São Paulo havia autorizado a realização da Assembleia Geral, mas a medida encontrou resistência imediata por parte de membros influentes do clube.
Três conselheiros vitalícios decidiram agir contra o prosseguimento do evento, que visa alterar o estatuto da instituição. O grupo busca impedir que a votação ocorra antes de uma análise mais profunda do Tribunal de Justiça, conforme informação divulgada pelo portal Meu Timão.
Abaixo, entenda os argumentos apresentados pelo grupo e quais mudanças estão em jogo nesta disputa que agita os bastidores do clube paulista.
O argumento dos conselheiros contra a Assembleia Geral
Os conselheiros Ademir Benedito, Guilherme Strenger e Alexandre Husni protocolaram um documento reforçando que a Assembleia Geral deveria permanecer suspensa. Eles alegam que a decisão anterior do Tribunal de Justiça deveria ser respeitada até o julgamento final do recurso.
No documento, os conselheiros argumentam que a manutenção da suspensão é necessária para garantir a segurança jurídica. Eles buscam evitar interpretações divergentes entre diferentes instâncias judiciais, preservando assim a eficácia do julgamento colegiado.
O trio relembra que, em junho, o desembargador Mauricio Campos da Silva Velho já havia suspendido o evento, apontando indícios relevantes de descumprimento de regramento procedimental. Para eles, o comando judicial precisa ser mantido integralmente.
O que está em pauta na reforma estatutária
Caso a Assembleia Geral seja finalmente autorizada e realizada, o sócio corinthiano terá pela frente uma lista extensa de temas para decidir. São 11 pontos principais que podem alterar profundamente o funcionamento e a governança do clube.
Entre as mudanças mais aguardadas, destaca-se o direito de voto para o Fiel Torcedor a partir de 2026 e a redução do número de membros do Conselho Deliberativo para 200 pessoas. Além disso, a proposta inclui a adoção de dois turnos para a eleição presidencial.
Outros pontos incluem a criação de um Conselho de Ética eleito pela Assembleia Geral e mudanças na periodicidade dos balancetes, que passariam a ser trimestrais. A regra de transição que permite a reeleição do atual presidente também figura entre os itens polêmicos que serão debatidos.
O futuro do processo no Tribunal de Justiça
A batalha jurídica agora se concentra na 4ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo. O objetivo do trio de conselheiros é garantir que nenhuma alteração estatutária ocorra sem que o agravo seja julgado em definitivo.
A expectativa é que a decisão final sobre o impasse da Assembleia Geral defina não apenas o destino da reforma, mas também o futuro político do Corinthians nos próximos anos. O clube, por sua vez, aguarda os próximos passos da justiça para organizar seu calendário institucional.



