Projeto Corinthians 20-30: O plano ambicioso do Timão para ter 20 jogadores da base no elenco profissional em 2030

O Corinthians traçou uma meta ousada para revolucionar o seu elenco profissional até 2030, focando na integração massiva de talentos formados em casa.
O Corinthians vive um momento de planejamento estratégico focado no futuro. A diretoria alvinegra deseja que, dentro de cinco anos, o plantel principal seja composto por 20 jogadores revelados pelo clube, garantindo uma identidade forte com a torcida.
Essa iniciativa, batizada de projeto Corinthians 20-30, foi detalhada recentemente pela coordenação de mercado da base. O objetivo principal não é apenas subir os atletas, mas garantir que eles tenham minutagem real em campo.
Conforme informações divulgadas pela Corinthians TV, o clube busca consolidar sua base como o motor do time profissional, equilibrando resultados esportivos com a valorização de talentos pratas da casa.
Tecnologia e inteligência artificial no mapeamento
Para atingir a meta de 20 jogadores da base no profissional até 2030, o clube utiliza ferramentas de alta tecnologia. O departamento de scout processa dados de quase 50 mil nomes para filtrar cerca de 2,8 mil atletas compatíveis com o perfil alvinegro.
A inteligência artificial atua como um braço direito na filtragem de imagens e números. Com isso, o clube consegue identificar talentos que se encaixam perfeitamente nos parâmetros técnicos e táticos exigidos pelo Timão.
O valor do olhar humano na captação
Apesar da tecnologia avançada, o clube reforça que o olho humano é insubstituível. Observadores estão espalhados por diversas regiões, incluindo países como Equador, Nigéria e Gana, além de periferias e estados brasileiros.
Segundo Crisleison Santos, coordenador de mercado da base, o trabalho presencial é o que define a contratação. É no campo que se observa o comportamento e a inter-relação entre os jogadores, algo que os dados sozinhos não conseguem captar totalmente.
Foco na captação precoce e redução de custos
Uma das estratégias centrais do projeto Corinthians 20-30 é buscar jogadores em idades cada vez mais jovens. A ideia é desenvolver o atleta dentro da filosofia do clube, reduzindo custos e aumentando o tempo de maturação do talento.
O clube cita exemplos históricos como Marquinhos, Fagner, Jô e Malcom, que chegaram ao Parque São Jorge antes dos 12 anos. Esse histórico serve de modelo para o trabalho que está sendo desenvolvido com as novas gerações de promessas alvinegras.
Impacto esportivo e financeiro para o clube
Atualmente, o clube já colhe frutos dessa filosofia, contando com dez atletas da base no elenco de 2026. Nomes como Breno Bidon e André Luiz já possuem grande minutagem, provando que a aposta na juventude é um caminho viável e eficiente.
Além do ganho esportivo, o projeto é vital para as finanças. O orçamento prevê R$ 151 milhões em receitas com negociações e mecanismos de solidariedade da Fifa, tornando a base um pilar fundamental para a sustentabilidade econômica do Corinthians.



