Presidente do Corinthians impõe condição financeira rigorosa para avançar na negociação da SAFiel e exige pagamento da Arena

O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, reafirmou a necessidade de liquidez imediata e estabeleceu metas claras para o grupo SAFiel seguir com o projeto de clube-empresa.
A transformação do Corinthians em uma Sociedade Anônima do Futebol, conhecida como SAF, ganhou um novo capítulo de tensão e exigências. Durante um protesto de sócios no Parque São Jorge, o presidente Osmar Stabile reforçou sua posição sobre o futuro do clube.
O mandatário alvinegro foi enfático ao declarar que o avanço das tratativas depende diretamente da entrada de recursos financeiros concretos. Stabile busca evitar promessas futuras, focando na saúde financeira imediata da instituição.
As informações sobre as exigências do dirigente foram divulgadas após uma série de discussões técnicas entre a diretoria e o grupo interessado, conforme reportado pelos veículos de comunicação que acompanham o cotidiano do Timão.
O desafio do pagamento da Neo Química Arena
Stabile detalhou que a condição principal para assinar o documento, que hoje é considerado não-vinculante, é a quitação da dívida da Neo Química Arena. O presidente afirmou que, se o grupo SAFiel trouxer 600 milhões de reais, o acordo será assinado imediatamente.
O dirigente descartou qualquer recuo na negociação e declarou: “Não trucou, não! Faz o Pix e acabou. Eu assino! Eu recebo, sim, na próxima segunda-feira. A hora que quiserem! Tanto que, quando pediram oficialmente, eu recebi”.
A busca por garantias e a pressão por liquidez
A preocupação central da atual gestão é garantir que o Corinthians tenha fôlego financeiro. Stabile destacou que qualquer SAF que chegue ao clube precisa vir com dinheiro na mão, pois não adianta avançar em um modelo sem verba real.
O projeto inicial apresentado pela SAFiel em junho previa uma arrecadação de 2,5 bilhões de reais, podendo alcançar até 3 bilhões. Esse montante seria destinado ao pagamento de dívidas, investimentos no elenco e melhorias estruturais no clube.
Diálogo técnico e barreiras estatutárias
Recentemente, as partes realizaram a primeira reunião presencial, que durou quatro horas. O vice-presidente Armando Mendonça elaborou um documento com 105 perguntas para esclarecer a legalidade e a viabilidade da operação proposta pelo grupo.
A SAFiel, representada por Eduardo Salusse, confirmou que está trabalhando nas respostas técnicas. Contudo, o caminho para a mudança enfrenta um obstáculo interno, já que o estatuto do clube ainda não prevê a criação de uma SAF, algo que já foi rejeitado pelo Conselho Deliberativo anteriormente.



