Pré-candidato à presidência do Corinthians, Rozallah Santoro detalha plano para sanar dívidas e separar futebol do Parque São Jorge

Rozallah Santoro propõe um choque de gestão para enfrentar a crise financeira do Corinthians e reestruturar o modelo administrativo do clube paulista
O cenário financeiro do Corinthians é um dos maiores desafios para a próxima gestão, exigindo medidas urgentes e planejadas para garantir a sustentabilidade da instituição.
O pré-candidato à presidência, Rozallah Santoro, trouxe a público sua visão sobre como enfrentar esse passivo bilionário, focando em eficiência operacional e autonomia administrativa.
As diretrizes do projeto foram detalhadas em entrevista à Rádio Bandeirantes, conforme informações divulgadas pelo pré-candidato.
A realidade da dívida e o plano de corte de custos
Santoro destaca que a dívida do clube, atualmente na casa dos R$ 3 bilhões, representa um fardo de 12 a 15 anos de geração de caixa. Segundo ele, o objetivo não é quitar tudo em três anos, mas colocar o clube nos trilhos.
Para isso, o economista sugere um corte de despesas rigoroso, baseando-se em um estudo da Ernst & Young de 2024. O levantamento aponta um potencial de economia anual entre R$ 70 milhões e R$ 100 milhões ao otimizar custos de pessoal e da Arena.
Reperfilamento da dívida e exploração de ativos
O segundo pilar da estratégia envolve o alongamento das dívidas. Santoro menciona que, caso recursos do BNDES fiquem disponíveis, a prioridade seria renegociar os prazos atuais para aliviar o fluxo de caixa imediato do clube.
Além disso, o pré-candidato defende a criação de modelos de concessão, similares a parcerias público-privadas, para ativos como a Arena, a Fazendinha, o Ginásio Wlamir Marques e a piscina olímpica.
Separação entre o futebol e o Parque São Jorge
Um dos pontos mais discutidos é a separação administrativa entre o departamento de futebol e o Parque São Jorge. A ideia é blindar o futebol de interferências políticas, garantindo que a modalidade opere como um negócio profissional.
Na prática, Santoro propõe que o clube tenha orçamentos, departamentos financeiro, jurídico e de marketing independentes para cada área, com o clube social sendo remunerado pelo uso da marca Corinthians.
Expectativa de saúde financeira a longo prazo
Com a implementação dessas medidas, o pré-candidato projeta uma redução gradual da relação entre dívida e geração de caixa. A meta é baixar esse índice para quatro ou cinco anos ao final de um ciclo de gestão.
Para Santoro, o objetivo final é atingir uma marca saudável de um ano e meio, transformando a realidade financeira do Corinthians e garantindo uma governança mais transparente e eficiente para os próximos anos.



