Polícia Federal investiga contratos de segurança do Corinthians em caso envolvendo o presidente Osmar Stabile


Categories :

A Polícia Federal esteve no Parque São Jorge para apurar contratos de segurança da empresa Bear Security, pivô de uma denúncia contra o presidente do Corinthians, Osmar Stabile.

A presença das autoridades na sede do clube paulista marca um novo desdobramento nas investigações que apuram possíveis irregularidades financeiras. O caso levanta questionamentos sobre a gestão dos recursos do Alvinegro.

O Ministério Público de São Paulo aponta que a empresa contratada não possuía a devida autorização da Polícia Federal. A situação coloca o presidente do clube no centro de um processo que pode levar ao seu afastamento.

Segundo informações divulgadas pela Central do Timão, a Polícia Federal deu continuidade às apurações iniciadas pelo promotor Cassio Conserino, que enviou o caso para Brasília.

Detalhes da investigação e pagamentos sob suspeita

De acordo com os dados obtidos pelo portal Meu Timão, o Ministério Público afirma que mais de R$ 721 mil foram repassados à Bear Security através de 16 pagamentos realizados entre julho de 2025 e agosto de 2026.

A denúncia sustenta que os valores, que variavam entre R$ 33 mil e R$ 65 mil, teriam atendido a interesses pessoais de Osmar Stabile. Esse cenário configura, na visão dos promotores, uma possível apropriação indevida de recursos do clube.

Supostas falhas no processo de contratação

A investigação aponta que a relação entre o Corinthians e a empresa começou de forma verbal. Somente em março de 2026, após autorização da área de compliance, o contrato teria sido formalizado.

Além disso, o Ministério Público destaca que não houve a cotação de orçamentos prevista nas normas estatutárias do clube. A Bear Security, fundada em janeiro de 2025, teria emitido notas fiscais sequenciais ao Corinthians.

Pedidos de afastamento e medidas cautelares

O Ministério Público solicitou à Justiça o afastamento cautelar de Osmar Stabile, além de medidas como a proibição de frequentar o clube. A denúncia busca impedir que o dirigente mantenha contato com testemunhas ou interfira nas apurações.

Os pedidos incluem a proibição de o presidente deixar o país sem autorização judicial. Essas medidas visam garantir a integridade da investigação, embora dependam de uma decisão final da Justiça para serem executadas.

Impacto financeiro e futuro do processo

Além das restrições administrativas, o MP solicita o ressarcimento de R$ 721.194,66 aos cofres do Corinthians. Somado a uma reparação por danos de R$ 540,9 mil, o valor total do pedido chega a cerca de R$ 1,26 milhão.

O clube afirmou que a documentação foi verificada e está regularizada. Por enquanto, o caso segue em análise judicial, sem que haja uma condenação definitiva ou o afastamento imediato do presidente da instituição.

Deixe seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *