Osmar Stabile falta à audiência no Corinthians e ganha prazo final para defesa sobre contratações suspeitas

O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, faltou à audiência na Comissão de Ética e terá cinco dias para apresentar sua defesa por escrito sobre o caso
O cenário político nos bastidores do Parque São Jorge segue movimentado, especialmente após a ausência do presidente Osmar Stabile na audiência de instrução e julgamento da Comissão de Ética e Disciplina do Conselho Deliberativo, realizada na última terça-feira, dia 20.
O dirigente, por meio de seus advogados, informou que optou por apresentar sua defesa por escrito, recebendo um prazo rigoroso de cinco dias para formalizar sua manifestação junto ao órgão colegiado do clube.
Conforme informações divulgadas pela Central do Timão, o procedimento administrativo que envolve Osmar Stabile busca esclarecer detalhes sobre contratos de prestação de serviços firmados pela atual gestão do Corinthians.
Entenda o processo contra Stabile
A investigação central da Comissão de Ética foca nas contratações das empresas Mega Assessoria Operacional Ltda. e Bear Security Ltda., sendo que o presidente figura como representado no processo que corre internamente no Conselho Deliberativo.
Além de Stabile, a audiência convocou o ex-diretor administrativo Fábio Soares, que entregou sua defesa por escrito, e Fernando José da Silva, conhecido como Nandão, apontado como o responsável pela Mega Assessoria Operacional, que compareceu pessoalmente.
Polêmicas sobre as contratações
O caso ganhou notoriedade em junho deste ano, quando conselheiros e associados protocolaram um pedido de impeachment contra Osmar Stabile, citando supostas irregularidades nas duas empresas citadas no procedimento administrativo.
Um dos pontos mais críticos envolve a Mega Assessoria, ligada a Nandão, que teria prestado serviços sem contrato formal ou aprovação do Conselho de Orientação. O questionamento aponta para três notas fiscais que somariam R$ 676 mil pagos pelo clube.
Questionamentos sobre a Bear Security
Outro alvo da investigação é a Bear Security, empresa que seria responsável pela segurança pessoal do presidente. Segundo os autores do pedido de impeachment, o Corinthians teria desembolsado cerca de R$ 586 mil para esta prestadora de serviços.
O documento ressalta que a empresa foi constituída em janeiro de 2025 e passou a emitir notas fiscais ao clube logo após a chegada de Stabile à presidência, levantando suspeitas sobre falta de concorrência e possíveis conflitos de interesse.
Próximos passos da Comissão de Ética
A comissão presidida por Leonardo Pantaleão ainda aguarda a entrega de documentos fundamentais, como avaliações de integridade e a documentação complementar das empresas investigadas, que ainda não foram totalmente apresentadas ao órgão.
Com a defesa de Stabile pendente, o procedimento deve seguir sua tramitação normal nos próximos dias, enquanto o clube aguarda esclarecimentos sobre as alegações de gestão temerária e falta de transparência que marcam o atual processo disciplinar.



