MP-SP pressiona Corinthians por esclarecimentos sobre suposta cobrança indevida de R$ 48 milhões da Caixa na Neo Química Arena


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O Ministério Público de São Paulo deu um ultimato ao Corinthians para que apresente documentos sobre uma possível cobrança indevida de R$ 48 milhões da Caixa.

O caso ganhou novos contornos após o perito Anisio Costa Castelo Branco enviar uma representação ao órgão. O especialista questiona a forma como a Caixa Econômica Federal calculou uma multa aplicada ao clube.

O Ministério Público de São Paulo, o MP-SP, agora exige que o clube entregue uma série de documentos essenciais para entender se houve erro no cálculo da multa sobre as parcelas atrasadas da Neo Química Arena.

Conforme informações divulgadas pelo portal Meu Timão, o MP-SP deu um prazo de 72 horas para que o clube apresente os dados sobre a dívida, conforme apurado pelo portal.

A origem da polêmica sobre a multa

A representação do perito aponta que a Caixa teria aplicado uma multa de 10% sobre o montante total de R$ 487,35 milhões. No entanto, o cálculo correto deveria incidir apenas sobre as parcelas em aberto na época, em 2019.

Segundo o cálculo contestado, as seis parcelas atrasadas somavam R$ 37,86 milhões. Portanto, a multa aplicada deveria ser de apenas R$ 3,78 milhões, e não os R$ 48,7 milhões que teriam sido cobrados pelo banco no período.

Exigências do Ministério Público

O promotor Cássio Conserino, responsável pelo despacho, determinou que o Corinthians esclareça se questionou a incidência dos 10% na época. O clube deve detalhar se o valor milionário foi pago ou incorporado ao acordo de 2022.

Além disso, o MP-SP solicitou a metodologia completa utilizada pela Caixa para a composição do valor de R$ 423,9 milhões apresentado em 2019, incluindo as memórias de cálculo dos juros e da mora aplicados no contrato da Neo Química Arena.

Envolvimento de auditorias e próximos passos

A investigação não para por aí, pois o Ministério Público também acionou a empresa de auditoria KPMG e o escritório Machado Meyer Advogados. Ambos devem informar se chegaram a analisar a validade desses cálculos da multa.

A expectativa é que o MP-SP encaminhe o caso para a esfera federal. O processo deve seguir para o Ministério Público Federal e para o Tribunal Regional Federal, visando uma apuração mais aprofundada sobre a dívida da Arena.

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