Ministério Público investiga patrocínio da Fatal Fans ao Corinthians por possível risco a crianças e adolescentes

O Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito para apurar se o patrocínio da Fatal Fans ao Corinthians coloca em risco a proteção de crianças e adolescentes.
A investigação foi aberta pelo promotor Santiago Miguel Nakano Perez, da Promotoria da Infância e Juventude da Capital, após o órgão identificar a presença da marca em uniformes do clube.
O foco principal é entender como a plataforma opera e se as medidas de restrição de idade são realmente eficazes, conforme informações divulgadas pelo portal Meu Timão.
A seguir, entenda os detalhes dessa apuração que envolve o contrato milionário entre o Corinthians e a empresa de tecnologia.
Alcance da publicidade e preocupação do MP
O Ministério Público questiona o alcance da publicidade da Fatal Fans, que aparece no calção do time masculino, na parte traseira do uniforme do basquete e na barra da camisa do futsal.
A promotoria quer saber se essa exposição atinge categorias de base, escolinhas e projetos sociais, onde o público infantojuvenil é predominante.
A preocupação central é verificar se o clube e a empresa possuem ferramentas adequadas para garantir que menores de idade não tenham contato com o conteúdo da plataforma.
Análise técnica e verificação de idade
O MP solicitou que técnicos do Centro de Apoio à Execução realizem uma análise urgente da Fatal Fans, acessando a área restrita do site para testar os mecanismos de segurança.
Até o momento, a suspeita é de que a plataforma solicite apenas uma declaração de maioridade, sem uma validação documental ou técnica robusta para confirmar a idade real dos usuários.
Além disso, o órgão consultará a Autoridade Nacional de Proteção de Dados para verificar se a empresa já foi alvo de auditorias sobre o tratamento de informações pessoais.
Documentação e próximos passos
A empresa tem um prazo de 15 dias para enviar documentos como avaliações de risco e o plano de mídia detalhado, enquanto o Corinthians solicitou um prazo extra para se manifestar.
Vale lembrar que o contrato, firmado em junho, prevê o pagamento de R$ 22 milhões ao clube até 2027, podendo chegar a R$ 31 milhões em caso de renovação.
O clube já utilizou parte desses recursos para quitar pendências financeiras e segue acompanhando o desenrolar das investigações junto ao Ministério Público.



