Justiça anula afastamento de Romeu Tuma Júnior da presidência do Conselho Deliberativo do Corinthians após decisão definitiva

A Justiça de São Paulo confirmou a anulação da reunião que afastou Romeu Tuma Júnior da presidência do Conselho Deliberativo do Corinthians, consolidando o retorno definitivo do dirigente ao cargo.
O Poder Judiciário paulista encerrou um dos capítulos mais polêmicos da política interna do Corinthians. A sentença proferida pelo juiz Antonio Manssur Filho, da 2ª Vara Cível do Foro Regional do Tatuapé, confirmou que o afastamento de Romeu Tuma Júnior foi marcado por falhas processuais graves.
A decisão judicial, que valida o retorno de Tuma à liderança do órgão, reafirma a importância do cumprimento rigoroso das normas estatutárias em instituições esportivas. O magistrado destacou a necessidade de transparência nas deliberações do clube.
Conforme informação divulgada pelo portal Meu Timão, a Justiça já havia concedido uma liminar anteriormente, mas a nova sentença torna a anulação do afastamento de Romeu Tuma Júnior um ato definitivo perante o Conselho Deliberativo do Corinthians.
Entenda os motivos da anulação judicial
O argumento central defendido pela equipe de Tuma foi a inexistência de previsões estatutárias que permitissem um afastamento cautelar imediato. Além disso, a defesa apontou a ausência de um processo disciplinar prévio, requisito fundamental para garantir o contraditório e a ampla defesa.
A sentença determinou não apenas o retorno de Tuma, mas também a anulação completa do edital de convocação da reunião realizada em 23 de março de 2026. A Justiça ordenou ainda o cancelamento da Averbação nº 509.221, que havia registrado formalmente o afastamento no cartório competente.
Irregularidades na condução da reunião
A pauta que culminou no afastamento foi convocada pelo então presidente do clube, Osmar Stabile, sob alegações de ameaças e interferência na diretoria. Contudo, a Justiça entendeu que o protocolo estatutário foi ignorado, já que a solicitação deveria ter sido encaminhada diretamente à mesa do Conselho Deliberativo.
Durante a sessão, a condução dos trabalhos também foi alvo de questionamentos. Após uma confusão, a reunião foi assumida por Denis Nieto Piovezan, um procedimento que, segundo a ação de Tuma, não possui qualquer respaldo nas normas internas do Corinthians, tornando a votação nula.
O impacto da decisão para o Corinthians
A votação, que na época registrou 115 votos favoráveis e 15 contrários ao afastamento, perdeu toda a validade jurídica após a decisão. O episódio refletiu a instabilidade política que o clube atravessou, especialmente durante as discussões sobre a reforma do Estatuto do Corinthians.
Com a sentença, Romeu Tuma Júnior tem seu mandato assegurado e o processo de afastamento é considerado inexistente. A decisão coloca um ponto final em uma longa disputa que envolveu idas e vindas judiciais e muita tensão nos bastidores do Parque São Jorge.



