Jô abre o jogo sobre mágoa com o Corinthians, bastidores explosivos do time de 2005 e a redenção no título brasileiro de 2017

O ídolo corinthiano Jô revela os bastidores de sua trajetória no clube, desde o início precoce como a promessa mais jovem até a despedida conturbada em 2022
O ex-atacante Jô, formado nas categorias de base do Corinthians, decidiu abrir o coração sobre os momentos mais marcantes de sua história no clube. Em entrevista recente, o jogador relembrou passagens inesquecíveis e episódios que geraram polêmicas entre a torcida e a diretoria.
A relação com o time do coração passou por altos e baixos, especialmente durante sua última passagem, que terminou de forma abrupta em 2022. O atleta, que sempre se declarou torcedor fiel, confessa ter guardado mágoas, mas mantém o carinho pela instituição que o projetou para o mundo.
Conforme informações divulgadas pelo portal ge.globo, o jogador detalhou os bastidores que levaram à rescisão de seu contrato, envolvendo episódios extracampo e a pressão constante de ser um dos nomes mais visados da equipe paulista.
A polêmica saída e o peso de ser um Filho do Terrão
O estopim para o fim da terceira passagem de Jô no Corinthians ocorreu após ser flagrado em um pagode enquanto se recuperava de uma lesão na canela. O jogador defende que a situação foi mal interpretada e que optou por abrir mão do contrato para não atrapalhar o clube.
Outro momento de desgaste citado pelo atacante foi o episódio da chuteira azul-turquesa em 2021, confundida com a cor verde pela torcida. Jô reforça que, como cria da base, jamais desrespeitaria a identidade do Timão, lamentando que a situação tenha sido usada contra ele.
O vestiário inflamável do elenco galáctico de 2005
Muito antes das polêmicas recentes, Jô viveu a experiência intensa de integrar o elenco de 2005, montado com o apoio da MSI. O time contava com estrelas como Tevez, Mascherano e Carlos Alberto, mas o clima interno era, segundo o ex-atleta, bastante conturbado.
O jogador revelou que as brigas eram frequentes, mencionando conflitos físicos entre nomes de peso. Ele descreveu um episódio envolvendo Carlos Alberto e Fábio Costa, onde chegaram a usar objetos de limpeza durante uma discussão inflamada, algo que ele jamais esqueceu.
A redenção no heptacampeonato de 2017
Após anos longe, Jô retornou em 2017 sob desconfiança, mas provou seu valor ao se tornar o artilheiro e craque daquela edição do Campeonato Brasileiro. Ele aponta esse período como o auge de sua maturidade física e mental, sendo peça fundamental para o título sob o comando de Fábio Carille.
Com 284 jogos e 65 gols marcados com a camisa alvinegra, Jô encerra sua análise reforçando que, apesar das decepções com algumas pessoas do clube, seu amor pelo Corinthians permanece intacto, sendo grato por tudo o que viveu dentro do gramado da Neo Química Arena.



