Investigações no Corinthians: promotor Cássio Conserino detalha ações criminais e rebate pedido de suspeição por ser torcedor do clube


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O promotor Cássio Conserino abriu o jogo sobre os desdobramentos das investigações criminais que miram as últimas administrações do Sport Club Corinthians Paulista.

O cenário jurídico envolvendo o clube alvinegro segue movimentado. Após mais de um ano de trabalho intenso, o Ministério Público de São Paulo consolida uma série de procedimentos que buscam esclarecer possíveis irregularidades cometidas por gestores em diferentes períodos.

As apurações, que começaram focadas em gastos pessoais com cartões corporativos, ganharam corpo e agora envolvem diversas frentes, incluindo órgãos federais e a Receita Federal. O caso ganha contornos de urgência diante da possibilidade de intervenção no clube.

Conforme informações divulgadas pelo programa Domingo Esportivo, da Rádio Bandeirantes, o promotor Cássio Conserino detalhou a extensão do trabalho realizado até o momento.

O saldo das investigações criminais

O balanço apresentado pelo promotor é expressivo. Segundo Conserino, o período de um ano e 23 dias de apurações resultou em cinco ações penais concretas e cinco denúncias formais contra os envolvidos nas gestões passadas do Corinthians.

Além disso, foram feitas duas representações ao Patrimônio Público e Social do Ministério Público, que abriram caminho para um inquérito civil. Este procedimento específico estuda a viabilidade de uma intervenção judicial no clube, um passo significativo e raro no futebol brasileiro.

A rede de fiscalização ainda inclui representações ao Ministério Público Federal e à Receita Federal, que já planejou uma ação de autuação fiscal. Inúmeros inquéritos policiais, tanto na esfera estadual quanto na federal, seguem em andamento para apurar os fatos.

A polêmica do pedido de suspeição

Um ponto de tensão recente envolve o vice-presidente do clube, Armando Mendonça, que ingressou na Justiça com um pedido de suspeição contra o promotor. A alegação central é de que Conserino não teria imparcialidade por ser torcedor do Corinthians.

O promotor rebateu a tese como infundada. Segundo Conserino, causa espécie essa argumentação, uma vez que não existe no Código de Processo Penal qualquer dispositivo que considere a preferência clubística como causa para afastar um membro do Ministério Público de suas funções.

Ele destacou que aguarda a decisão do Poder Judiciário sobre a continuidade de sua participação na ação penal. Para o promotor, essa tentativa de remoção é apenas uma estratégia de defesa dentro do processo, sem amparo real na legislação vigente.

Futuro do inquérito civil no Corinthians

Sobre o inquérito civil que avalia a intervenção no Corinthians, o promotor manteve a cautela. Ele explicou que, como sua atuação é estritamente na área criminal, não lhe cabe comentar os detalhes técnicos conduzidos pelos colegas promotores.

Conserino fez questão de elogiar o trabalho dos responsáveis pelo inquérito civil, os doutores André Pascoal e Luiz Ambra Neto. Ele reforçou que o processo está em belíssimas mãos e que os colegas já prestaram os esclarecimentos devidos à sociedade.

A expectativa é que o trabalho de instrução do inquérito siga seu curso natural, respeitando as etapas processuais necessárias para que a justiça seja feita. A torcida e os associados aguardam os próximos capítulos dessas investigações no Corinthians.

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