Gaviões da Fiel convoca torcida para protesto no Parque São Jorge após críticas de conselheiros e crise financeira no Corinthians


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A torcida organizada Gaviões da Fiel convoca protesto no Parque São Jorge para exigir mudanças urgentes na política e na gestão financeira do Corinthians

O cenário político do Corinthians vive dias de extrema tensão. Após manifestação recente no Ministério Público de São Paulo, os Gaviões da Fiel anunciaram uma nova mobilização para este sábado, a partir das 10h, na sede social do clube.

O objetivo é protestar contra a atual situação administrativa, marcada por um endividamento que se aproxima da marca de R$ 3 bilhões. A convocação busca reunir todos os torcedores interessados em cobrar explicações sobre os rumos da instituição.

Conforme informações divulgadas pela Central do Timão, a torcida organizada decidiu intensificar a pressão política após conselheiros criticarem os manifestantes que estiveram presentes no ato realizado na última quarta-feira.

Resposta aos conselheiros e defesa da torcida

Os Gaviões da Fiel não deixaram passar em branco as declarações de membros do conselho que rotularam os torcedores como vagabundos. Em nota, a organizada rebateu duramente os ataques recebidos.

Segundo a entidade, vagabundo não é quem se esforça para proteger o clube, mas sim quem vive de camarote e mordomia às custas da instituição. A torcida defende que o protesto é um ato legítimo de quem se preocupa com o futuro do time.

Críticas à gestão e ao endividamento

A pauta do protesto também foca na responsabilidade dos ex-dirigentes ligados ao grupo Renovação e Transparência. A torcida critica o contraste entre os títulos conquistados no passado e a atual dívida bilionária.

Os torcedores questionam como o patrimônio do clube tem sido utilizado para disputas de poder. Para o grupo, a gestão financeira atual é insustentável e exige uma mudança profunda na forma como o Corinthians é conduzido internamente.

Exigências por democracia no clube

Entre as principais demandas dos Gaviões da Fiel estão a reforma do Estatuto e a ampliação do direito de voto para o Fiel Torcedor. A torcida argumenta que quem sustenta as receitas do clube deve ter voz nas decisões.

Existe também o receio de que a assembleia prevista para 19 de setembro, que deveria tratar de mudanças estatutárias, seja novamente suspensa por medidas judiciais articuladas por conselheiros contrários a essas reformas.

Um chamado à união da Fiel

O protesto deste sábado será aberto a todos os corinthianos, independentemente de fazerem parte de organizadas ou não. A expectativa é de uma manifestação pacífica, democrática e extremamente organizada.

A mensagem final dos torcedores é clara, pois eles acreditam que a guerra não é entre os corinthianos, mas contra aqueles que tratam o clube como propriedade particular. O lema reforçado para o ato é: A guerra não é entre nós, a guerra é contra eles.

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