Fim da linha? SAFiel rompe com diretoria de Stabile e detalha bastidores do impasse sobre a transformação do Corinthians em SAF


Categories :

O projeto de Sociedade Anônima do Futebol, a SAFiel, decreta o fim das negociações com a gestão de Osmar Stabile no Corinthians após meses de impasses.

A tentativa de transformar o Corinthians em uma Sociedade Anônima do Futebol, conhecida como SAFiel, chegou a um ponto de ruptura definitiva. Os idealizadores do projeto decidiram encerrar as conversas com a atual administração do clube, liderada por Osmar Stabile, citando a falta de retorno institucional e o fim do mandato como principais motivos.

O empresário Carlos Teixeira, um dos líderes da iniciativa, afirmou que o projeto não deve mais prosperar durante esta legislatura. Segundo informações apuradas pelo portal Meu Timão, a sensação é de que o tema virou uma página virada diante da postura da cúpula alvinegra nos últimos meses.

A proximidade das eleições no clube e a ausência de diálogo concreto nos últimos tempos selaram o destino das tratativas. Conforme apurado pelo portal Meu Timão, o grupo entende que a janela de oportunidades para um acordo sob o comando de Stabile está oficialmente fechada.

O desafio público que azedou a relação

A relação entre a SAFiel e a diretoria do Corinthians começou com uma reunião de quatro horas no Parque São Jorge, em agosto. O objetivo era discutir uma proposta para viabilizar a SAF, mas o cenário mudou quando Osmar Stabile lançou um desafio público sobre a quitação da dívida da Neo Química Arena.

O presidente do clube exigiu, via imprensa, que o grupo quitasse o débito com a Caixa Econômica Federal antes de qualquer contrato. O grupo SAFiel aceitou o desafio, mas, ao solicitar os trâmites legais, encontrou apenas o silêncio por parte da presidência do clube alvinegro.

A falta de amparo jurídico na proposta

Para os idealizadores, a exigência de pagamento sem um contrato assinado não possui lógica financeira ou jurídica. Carlos Teixeira classificou a atitude do presidente como um gesto puramente político, ressaltando que Stabile não teria autonomia estatutária para validar tal promessa individualmente.

Enquanto a presidência se manteve em silêncio, outros órgãos, como o Conselho Deliberativo, acusaram o recebimento das comunicações formais. A postura distinta dentro do clube evidenciou que não houve um consenso interno para avançar com o projeto de SAF proposto pelo grupo.

O papel do associado e o futuro da SAFiel

Apesar do veto da atual gestão, o grupo insiste que a SAFiel pertence ao quadro social e não a uma diretoria de ocasião. Eduardo Salusse, coidealizador da proposta, reforçou que o grupo não aceitará um filtro autoritário de quem exerce um mandato transitório no Corinthians.

O plano da SAFiel prevê a captação de até R$ 3 bilhões para quitar dívidas e investir no futebol. O grupo garante que seguirá articulando a proposta, apostando na mobilização dos torcedores e dos sócios, que são, segundo eles, os únicos com poder para definir o futuro do clube.

Deixe seu Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *