Fim da cera no Brasileirão: CBF aprova novas regras rígidas para aumentar o tempo de bola rolando nos jogos a partir desta rodada

A CBF e os clubes das Séries A e B decidiram implementar um conjunto de regras rigorosas para combater a cera e elevar o tempo de bola rolando no futebol brasileiro.
O futebol brasileiro vive uma mudança histórica a partir da próxima rodada do Brasileirão, nos dias 15 e 16 de agosto. A medida visa acabar com as interrupções constantes que prejudicam o espetáculo nos gramados nacionais.
A iniciativa busca alinhar o futebol local com os padrões observados na Copa do Mundo de 2026. A expectativa da Fifa é que essas mudanças garantam um acréscimo de 5 minutos e 49 segundos de jogo efetivo em cada partida disputada.
Conforme informações divulgadas pela Confederação Brasileira de Futebol, a implementação das novas regras anti-cera será imediata também na Copa do Brasil e no Brasileirão Feminino.
Medidas práticas para acelerar o jogo
Para garantir a fluidez, o árbitro passará a contar apenas cinco segundos para a cobrança de tiros de meta e arremessos laterais. Se o goleiro exceder o tempo limite no tiro de meta, a arbitragem concederá um escanteio ao time adversário.
As substituições também ganharam um novo protocolo, exigindo que o jogador saia pelo ponto mais próximo do campo em até dez segundos. Caso o tempo seja estourado, o atleta substituto só poderá entrar na próxima paralisação da partida.
Regras de convivência e comportamento
Outra mudança significativa é que, a partir de agora, apenas o capitão de cada equipe poderá dialogar com o árbitro durante o confronto. A medida visa reduzir o número de jogadores pressionando a arbitragem em decisões polêmicas.
Além disso, o chamado Protocolo Vini Jr. estabelece que tapar a boca intencionalmente ao discutir com um adversário será uma conduta passível de expulsão direta, reforçando o combate a comportamentos antidesportivos.
Atendimentos médicos e o papel da arbitragem
Atletas que receberem atendimento médico dentro das quatro linhas precisarão sair do gramado e aguardar um minuto antes de retornar. Em casos de goleiros que pedem atendimento sem contusão clara, um jogador de linha terá que cumprir o tempo fora.
Segundo Netto Góes, diretor de arbitragem da CBF, o objetivo é ter um jogo mais fluido, com menos interrupções e mais futebol. O estudo da entidade indica que o tempo médio de bola rolando no Brasil era de apenas 52 minutos e 54 segundos.
Investimento e futuro do futebol
Além das regras anti-cera, a CBF planeja um investimento de R$ 200 milhões voltado especificamente para a arbitragem. O objetivo é padronizar critérios e capacitar os profissionais para que o espetáculo seja mais justo e dinâmico.
As novas diretrizes também serão aplicadas nos jogos de mata-mata da Libertadores e da Sul-Americana, conforme aprovado pela Conmebol. O futebol brasileiro inicia, assim, uma jornada de modernização para atingir padrões internacionais de qualidade.


