Fernando Diniz revela bastidores e estratégia que garantiram a classificação do Corinthians na Libertadores após expulsão

Após garantir a vaga nas quartas de final da Libertadores, o técnico Fernando Diniz abriu o jogo sobre a superação do Corinthians diante do Rosario Central.
O Corinthians viveu uma noite de tensão e glória nesta quinta-feira ao confirmar sua classificação para a próxima fase da Libertadores. Com uma vitória por 1 a 0, o gol de Bidon selou o destino da equipe paulista no torneio continental.
O desafio foi ampliado pela expulsão de Raniele logo aos 12 minutos do segundo tempo. O time precisou se reinventar em campo para segurar o ímpeto argentino e garantir o resultado positivo que assegurou a sobrevivência alvinegra na competição.
Conforme informações divulgadas pela equipe de reportagem, Fernando Diniz detalhou como o elenco lidou com a pressão e a arbitragem durante a partida decisiva.
A análise de Fernando Diniz sobre a arbitragem e o jogo amarrado
O treinador não poupou críticas à dinâmica imposta pelo adversário. Segundo Diniz, o Rosario Central utilizou estratégias para travar o jogo, como a demora excessiva para cobrar faltas e escanteios, o que prejudicou o ritmo inicial do Corinthians.
Ele destacou que o time encontrou dificuldades na troca de passes devido à marcação forte, comparando o cenário ao confronto que os argentinos tiveram contra o River Plate. O equilíbrio, no entanto, foi quebrado pela resiliência coletiva do grupo.
A decisão de manter a estrutura tática com um a menos
Um dos pontos mais curiosos foi a escolha de Diniz em não realizar alterações defensivas imediatas após o cartão vermelho. O técnico afirmou que o time estava bem organizado e que o elenco treina frequentemente situações de inferioridade numérica.
Em vez de recuar, o comandante ajustou o posicionamento de Garro, que recuou para atuar como um oito, mantendo a capacidade criativa do time. Ele temia que a entrada de um jogador frio pudesse comprometer a necessidade de continuar jogando com a bola.
Orientações precisas durante a parada técnica
Durante a parada técnica, Diniz foi claro com os atletas. A ordem era manter o bloco estruturado para marcar, mas, ao recuperar a posse, a equipe deveria buscar construir jogadas em vez de apenas se livrar da bola de qualquer maneira.
A estratégia funcionou, pois o Rosario Central, sentindo a obrigação de atacar, começou a se desorganizar. O treinador ressaltou que, curiosamente, o Corinthians encontrou mais espaços para jogar do que quando estava com o mesmo número de atletas.
O foco total no próximo desafio continental
Com a classificação assegurada, o foco agora se volta para as quartas de final, onde o Corinthians enfrentará o Estudiantes. O clube argentino será o novo obstáculo na busca pelo título da Libertadores.
Antes de pensar no torneio continental, o elenco vira a chave para o Campeonato Brasileiro. O próximo compromisso está marcado para este domingo, às 19h30, contra o Coritiba, no estádio Couto Pereira.



