Fernando Diniz detona gramado da Neo Química Arena e aponta relação direta com lesões de jogadores do Corinthians

Após empate sem gols, Fernando Diniz faz duras críticas às condições da Neo Química Arena e alerta para o risco de novas lesões no elenco do Corinthians
O ambiente no Corinthians vive momentos de tensão, não apenas pelo desempenho técnico da equipe, mas pelas condições precárias do gramado da Neo Química Arena. Após o empate sem gols diante do Athletico Paranaense, o técnico Fernando Diniz não poupou críticas ao estado do piso do estádio.
O treinador classificou a situação como preocupante e inédita desde que o estádio foi entregue ao clube, destacando que o campo, que deveria ser um aliado, tornou-se um obstáculo perigoso para a integridade física dos atletas que defendem as cores do Timão.
Conforme informações divulgadas pelo portal do clube, o comandante revelou que o gramado apresenta riscos reais de contusão, citando casos práticos ocorridos durante a partida recente que elevaram a preocupação interna da comissão técnica e da diretoria.
Gramado é apontado como o pior da história da Arena
Durante sua entrevista coletiva, Diniz foi enfático ao afirmar que o gramado é o pior desde que a Arena foi construída, ressaltando que joga no local como adversário há anos e nunca viu o piso em condições tão ruins. O técnico mencionou que cinco jogadores terminaram a partida com os joelhos ralados, o que comprova a irregularidade e a falta de qualidade do solo.
O treinador questionou a falta de aviso prévio sobre as condições do campo, que passou por uma troca integral durante a pausa para a Copa do Mundo. Para Diniz, as pessoas responsáveis pela manutenção precisam se movimentar para entregar um gramado à altura da história do Corinthians, evitando que o local continue sendo um fator de risco constante.
Lesões preocupam antes de decisão na Copa do Brasil
O estado do campo parece ter cobrado seu preço. O meia Zakaria Labyad deixou o gramado ainda no primeiro tempo com dores no joelho, enquanto o atacante Yuri Alberto sentiu uma fisgada na coxa. Diniz explicou que, no caso de Labyad, o problema tem relação direta com a condição ruim do piso.
Sobre Yuri Alberto, o treinador destacou que o atleta seguia um cronograma rigoroso de controle de carga, o que torna a lesão muscular ainda mais frustrante. O comandante ressaltou que, para um jogador, conviver com lesões é como passar por um pequeno luto, exigindo amparo emocional e fortalecimento por parte de todo o grupo.
Diniz analisa o desempenho e mira o Internacional
Apesar das dificuldades impostas pelo gramado, Diniz avaliou que o time não teve uma atuação ruim, mas sofreu com a falta de ritmo dos jogadores que entraram em campo. Ele reforçou que, como o elenco ficou dois meses sem atuar, a equipe está basicamente reiniciando a temporada, o que exige cautela física.
O foco agora se volta inteiramente para o duelo decisivo contra o Internacional, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O primeiro confronto acontece no próximo domingo, em Porto Alegre, e a comissão técnica corre contra o tempo para garantir que os atletas estejam nas melhores condições possíveis para o desafio.



