Entenda por que a lei obriga o Corinthians a renovar contrato com Zakaria Labyad após grave lesão sofrida pelo jogador


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O Corinthians terá que manter o vínculo de Zakaria Labyad até que ele esteja totalmente recuperado da grave lesão no joelho sofrida em campo.

O meia-atacante Zakaria Labyad, que tinha contrato com o Corinthians apenas até o final de 2026, precisará ter seu compromisso estendido pelo clube paulista. A decisão é amparada pela legislação brasileira, que protege o trabalhador em caso de acidente de trabalho.

O jogador sofreu uma ruptura no ligamento cruzado anterior e uma lesão no menisco do joelho esquerdo. O incidente ocorreu durante o duelo contra o Athletico-PR, na Neo Química Arena, pelo Campeonato Brasileiro, conforme informações divulgadas pelo portal Meu Timão.

A expectativa médica é de que Labyad precise de um longo período de recuperação, ultrapassando o fim de seu vínculo atual. Entenda agora como a lei atua para garantir a estabilidade do atleta neste momento delicado de sua carreira profissional.

O que diz a lei sobre o acidente de trabalho

Segundo o advogado Sérgio Schwartsman, ouvido pelo portal Meu Timão, a regra aplicada aos atletas profissionais é a mesma destinada a qualquer trabalhador que sofre um acidente durante o exercício de sua função laboral.

O especialista explica que, pela lei, qualquer trabalhador que sofre um acidente e fica afastado tem seu contrato automaticamente suspenso. No caso do atleta, esse vínculo não pode ser encerrado mesmo que chegue à data de vencimento.

O contrato deve ser prorrogado até o efetivo retorno às atividades, com o jogador apresentando plena capacidade física. Durante todo esse período de afastamento, o clube é obrigado a manter o pagamento integral da remuneração.

Consequências jurídicas para o clube

O descumprimento dessa obrigatoriedade pode trazer problemas graves ao Corinthians. Se o clube optar por rescindir o contrato no seu termo final, o atleta tem o direito de buscar a Justiça para exigir sua reintegração imediata.

Nesse cenário, o jogador poderia pleitear o pagamento de todos os direitos do período, além de exigir que o clube custeie todo o tratamento médico necessário. Também existe a possibilidade de uma indenização por danos morais.

O advogado ainda destaca que, conforme a Lei Geral do Esporte, o clube deveria manter um seguro obrigatório. Dependendo da situação, o atleta pode exigir a cobertura financeira equivalente ao que a apólice deveria ter coberto para o caso.

A decisão final parte do jogador

Apesar de ser um direito do atleta e uma obrigação do clube, a prorrogação do contrato não impede que o próprio Labyad decida encerrar o vínculo. Contudo, essa iniciativa precisa partir exclusivamente dele.

Para evitar problemas, o procedimento deve ser formalizado com clareza, preferencialmente com assistência jurídica para ambas as partes. O objetivo é garantir que o clube não seja acusado de rescisão unilateral indevida.

É recomendável que essa decisão seja homologada no sindicato dos atletas, trazendo maior segurança jurídica. Antes de se lesionar, Labyad vivia seu melhor momento no Corinthians, com dois gols e duas assistências em 18 partidas disputadas.

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