Emily Lima revela bastidores do Corinthians e explica mudanças estratégicas em Belén Aquino e Gi Fernandes

A treinadora Emily Lima abriu o jogo sobre os bastidores do Corinthians, detalhando as mudanças táticas que transformaram o desempenho de Belén Aquino e Gi Fernandes na equipe.
A manutenção da competitividade em um elenco recheado de talentos exige critérios claros, sendo essa a base do trabalho de Emily Lima no Corinthians Feminino. A treinadora busca evitar qualquer tipo de acomodação entre as atletas.
Segundo a comissão técnica, a disputa por posições é a engrenagem principal para sustentar o rendimento nos momentos decisivos. A titularidade é uma resposta direta ao desempenho diário nos treinos e às demandas táticas.
Conforme informações divulgadas pela assessoria do clube, a gestão de minutos e a leitura estratégica foram fundamentais para potencializar o plantel alvinegro nesta reta final de temporada.
A nova função de Belén Aquino
Uma das mudanças mais notáveis foi o reposicionamento de Belén Aquino. A jogadora, que atuava pelos lados do campo, foi deslocada para ser meia-atacante por dentro, buscando explorar sua capacidade de criação com um campo de visão ampliado.
Emily Lima explicou que a decisão veio após analisar vídeos da atleta no Mundial. Ao ser consultada, a uruguaia respondeu prontamente que estava pronta para o desafio, resultando em um dos seus melhores rendimentos desde que chegou ao clube.
Cobrança e evolução de Gi Fernandes
Outro ponto central da coletiva envolveu a lateral Gi Fernandes. A treinadora revelou que precisou adotar uma postura de provocação positiva para tirar a atleta da zona de conforto, evitando que ela se sentisse acomodada na posição.
A técnica destacou que já acompanhava o potencial da jogadora desde as categorias de base no Santos. O objetivo era elevar o patamar de Gi Fernandes, que respondeu bem aos estímulos e se tornou uma peça fundamental no esquema tático com alas.
Resiliência e foco no futuro
Emily Lima também refletiu sobre o privilégio de comandar atletas consagradas. A treinadora valorizou a trajetória de resiliência dessa geração, que enfrentou muitas dificuldades no passado para construir o cenário atual do futebol feminino.
Para a comandante, o elenco corinthiano é composto por mulheres fortes, capazes de lidar com a pressão externa sem se sentirem fragilizadas. O foco agora se volta para as semifinais do Brasileirão, contra o Bahia, nos dias 15 e 21 de setembro.



