Emily Lima abre o jogo sobre o fim da hegemonia do Corinthians no Brasileirão Feminino e revela como a crise política do clube impacta o elenco

Emily Lima analisa o momento de transição do Corinthians Feminino e defende a força do elenco diante dos desafios extracampo que cercam o clube
O Corinthians vive um momento de reflexão profunda após perder o título do Brasileirão Feminino para o São Paulo. O resultado marcou o fim de uma sequência impressionante de seis conquistas consecutivas das Brabas na competição nacional.
A treinadora Emily Lima, em entrevista coletiva, foi questionada sobre os motivos que levaram a essa oscilação. Segundo a técnica, o cenário político conturbado do clube, que enfrenta uma dívida próxima dos R$ 3 bilhões, gera uma insegurança constante que acaba afetando o planejamento do futebol feminino.
Conforme informações divulgadas pelo portal Meu Timão, a crise financeira no Parque São Jorge tem resultado em atrasos salariais, de premiações e de direitos de imagem, impactando diretamente o dia a dia e a capacidade da comissão técnica de realizar novas contratações.
O impacto da crise política no desempenho das Brabas
A comandante alvinegra explicou que a situação instável gera um ambiente de incerteza para as jogadoras e todo o staff. Para ela, a bomba pode estourar a qualquer momento, o que dificulta o trabalho diário de buscar o melhor desempenho possível com o grupo disponível.
A crise não se limita ao futebol feminino, atingindo também o masculino e o basquete. Em agosto, atletas chegaram a cobrar um posicionamento da diretoria devido ao atraso de dois meses nos direitos de imagem, evidenciando o desgaste causado pela gestão financeira do clube.
A hegemonia está ameaçada no futebol feminino?
Apesar da sequência de quatro vice-campeonatos recentes, incluindo o Campeonato Paulista de 2025 e o Mundial de Clubes, Emily Lima nega que a hegemonia corinthiana esteja sendo ameaçada por fragilidade técnica, mas sim por uma evolução do mercado.
A treinadora ressaltou que equipes como São Paulo, Palmeiras e Internacional estão investindo pesado na modalidade. Para ela, o fortalecimento dos adversários é positivo para o futebol feminino brasileiro, que caminha para uma maior profissionalização e equilíbrio entre os clubes.
Foco na evolução e na valorização das atletas
Mesmo com o momento difícil, o Corinthians segue como o maior vencedor do Brasileirão Feminino, com sete títulos. Emily Lima destaca que o clube agora busca ser mais autossustentável, contando com mais patrocinadores focados especificamente no futebol feminino.
A técnica também celebrou a venda da zagueira Letícia Teles para o futebol saudita, que movimentou valores expressivos. Esse movimento mostra que o mercado está mudando e que o trabalho das Brabas continua sendo referência na formação e valorização de talentos no país.
Recuperação e próximos passos na Libertadores
A comissão técnica agora trabalha para elevar a moral do grupo antes da estreia na Libertadores Feminina de 2026. O objetivo é deixar para trás a tristeza pelo vice-campeonato e manter a energia alta para os próximos desafios na temporada.
O Corinthians entra em campo no dia 15 de outubro, em Quito, no Equador, para enfrentar o Colo-Colo, do Chile. O foco total da equipe é buscar o sétimo título continental e retomar a trilha de glórias que consolidou o projeto como o mais vitorioso do Brasil.



