Eleições no Corinthians serão decididas em cédulas de papel após Tribunal Regional Eleitoral negar empréstimo de urnas eletrônicas

O Corinthians oficializou que a votação para o próximo triênio será realizada por meio de cédulas de papel, após o Tribunal Regional Eleitoral negar o pedido de urnas eletrônicas.
O cenário político do Corinthians passa por uma mudança importante para a reta final de 2026. Com a proximidade do pleito marcado para o dia 28 de novembro, o clube confirmou que o processo será conduzido de maneira manual, utilizando o tradicional sistema de cédulas de papel.
A definição ocorreu após o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo comunicar oficialmente que não poderia atender ao pedido de empréstimo das urnas. A estrutura, que é essencial para a democracia do clube, precisou ser adaptada rapidamente pela Comissão Eleitoral.
Conforme informações divulgadas pelo portal Meu Timão, a negativa do órgão ocorreu devido à alta demanda do calendário nacional, já que os equipamentos serão utilizados nas eleições para cargos como presidente, governador e senador.
Por que o TRE-SP negou o pedido do Corinthians?
O indeferimento foi oficializado por meio do ofício nº 2.147/2026, enviado ao presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Junior. O Tribunal justificou que as urnas eletrônicas precisam permanecer invioláveis até janeiro de 2027.
Essa regra é fundamental para garantir a segurança dos dados das eleições nacionais, impedindo que lacres ou mídias sejam movidos. Devido a esse rigoroso cronograma do Tribunal Superior Eleitoral, o empréstimo para entidades privadas torna-se inviável durante esse período.
Inviabilidade de alternativa eletrônica privada
Diante da recusa do Tribunal, o clube avaliou a possibilidade de contratar uma empresa especializada para conduzir a votação de forma eletrônica. No entanto, a opção foi descartada rapidamente pela diretoria do Corinthians.
Razões financeiras e prazos apertados tornaram a contratação de um sistema privado impraticável para o momento. Assim, a utilização do sistema manual, que já estava prevista no Edital de Convocações e no Regimento Interno, foi confirmada como a alternativa definitiva.
Histórico de votações manuais no clube
Essa não é a primeira vez que o clube precisa recorrer ao papel. Em 2020, quando as datas das eleições corinthianas coincidiram com o pleito municipal brasileiro, o TRE-SP adotou a mesma postura, resultando na vitória de Duilio Monteiro Alves.
Por outro lado, em 2023, quando não houve sobreposição de calendários, o Tribunal cedeu 20 unidades de urnas eletrônicas para a eleição que elegeu Augusto Melo. Agora, os sócios se preparam para exercer o voto de forma manual, definindo os novos rumos administrativos para o período entre 2027 e 2029.



