Eleições no Corinthians: Rozallah Santoro detalha rompimento com chapa, voto nas contas e projeto para o futuro do Timão


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Rozallah Santoro abre o jogo sobre sua trajetória política no Corinthians, os motivos da saída do Movimento Corinthians Grande e o planejamento para o pleito

A corrida eleitoral no Corinthians ganha contornos decisivos à medida que o dia 28 de novembro se aproxima. O conselheiro trienal e pré-candidato à presidência, Rozallah Santoro, concedeu entrevista revelando os bastidores de sua decisão de seguir carreira solo na política do clube.

O período para o registro das chapas que disputarão o comando do Parque São Jorge encerra nesta quinta-feira, dia 15. A disputa promete ser intensa, com diversos nomes buscando o apoio dos sócios para liderar a gestão da instituição nos próximos anos.

As declarações de Rozallah sobre sua saída da chapa 82 e os planos para o futuro do Timão foram detalhadas em entrevista exclusiva ao portal Meu Timão, conforme informação divulgada pelo próprio veículo de comunicação.

Os motivos da ruptura com o Movimento Corinthians Grande

Segundo Rozallah, o Movimento Corinthians Grande, conhecido como chapa 82, sofreu mudanças em sua composição original que inviabilizaram a continuidade do projeto. O conselheiro destacou que o grupo se dividiu entre um braço mais técnico e outro com viés político e fisiológico.

O pré-candidato afirma que a falta de espaço para debates sobre a escolha de um representante próprio para a eleição foi o estopim para sua saída. Ele lamentou que figuras que admira, como Felipe Ezabella, também tenham se desanimado com a política do clube nesse processo.

Explicação sobre o voto favorável às contas de 2025

Um dos pontos de maior curiosidade entre os torcedores foi o voto favorável de Rozallah às contas da gestão Osmar Stabile. O conselheiro explicou que seu posicionamento técnico foi fundamentado no impacto da transação tributária realizada com a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional.

Ele argumentou que, embora houvesse um erro formal no relatório original, a transação reduziu a dívida do clube em cerca de R$ 180 milhões. Para ele, o evento subsequente relevante justificava a aprovação, desde que acompanhado da devida nota explicativa na contabilidade.

Visão sobre o caso Matías Rojas e a dívida da Neo Química Arena

Sobre a gestão de crises, Rozallah relembrou o caso Matías Rojas. Ele afirmou ter alertado sobre a inviabilidade de assumir compromissos financeiros em um momento de bloqueios judiciais e fluxo de caixa comprometido, ressaltando que o aviso não foi atendido pela diretoria da época.

Quanto à Neo Química Arena, o candidato criticou o refinanciamento feito em 2022. Ele defende que o acordo foi apresentado como uma grande conquista, mas que, na prática, impôs taxas elevadas que tornaram a dívida difícil de ser suportada pelo clube a longo prazo.

Aposta na profissionalização e no projeto SAFIEL

Para o futuro, o pré-candidato defende a separação entre o futebol e o clube social. Ele apoia as diretrizes do projeto SAFIEL, que busca implementar uma governança profissional para blindar o futebol das turbulências políticas, utilizando modelos de sucesso vistos em clubes como o Flamengo.

Rozallah ressaltou que, independentemente da formalização como uma SAF, a prioridade é profissionalizar a gestão. Ele convidou os idealizadores do projeto para participarem da construção de um modelo que garanta a sustentabilidade financeira e técnica do Corinthians nos próximos anos.

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