Eleições no Corinthians: advogado de André Negão entra com petição para anular regras da Comissão Eleitoral e questiona barreiras financeiras

A disputa eleitoral no Corinthians ganha novos capítulos com questionamentos jurídicos sobre o processo de votação que definirá o próximo presidente do clube paulista
O cenário das eleições no Corinthians, previstas para o dia 28 de novembro, tornou-se palco de um intenso embate jurídico. O associado João Oliveira, advogado do pré-candidato André Negão, protocolou uma petição com o objetivo de derrubar normas estabelecidas pela Comissão Eleitoral alvinegra.
A ação, que tramita em uma das Varas Cíveis do Foro Regional do Tatuapé, aponta o que o autor classifica como ilegalidades e abusividades que contaminariam o pleito. O pedido busca uma liminar para suspender diversos pontos que, segundo o documento, restringem a participação dos sócios.
Conforme informação divulgada pelo portal Meu Timão, o advogado contesta desde as taxas impostas aos candidatos até as novas exigências tecnológicas para o dia da votação.
Questionamentos sobre taxas e barreiras financeiras
Um dos pontos centrais da petição foca na cobrança de valores para a oficialização das chapas. O documento aponta que o pagamento de três mensalidades do título familiar, totalizando R$ 330 por candidato, e 25 mensalidades do título individual, no valor de R$ 241, cria uma barreira financeira para os concorrentes.
O autor da ação argumenta que essas imposições dificultam a democratização do processo eleitoral. Ele solicita, portanto, a suspensão imediata da cobrança dessas taxas, visando garantir que mais associados tenham condições de participar da disputa pelo comando do clube.
Polêmica com reconhecimento facial e biometria
Outro tópico de grande impacto na petição envolve a exigência do reconhecimento facial para o acesso às urnas. Segundo o advogado, a obrigatoriedade de estar com a biometria em dia até sete dias antes da eleição fere o Estatuto do clube.
O documento destaca que as regras estatutárias exigem apenas que o sócio seja maior de 18 anos, tenha sido admitido há pelo menos cinco anos e esteja com as contribuições financeiras em dia até dois meses antes da votação, marcada para o dia 28 de setembro.
Transparência e punições sob análise
O advogado também critica a negativa na entrega da listagem completa dos associados aptos a votar, item considerado essencial para a fiscalização do pleito. Além disso, a ação condena a possibilidade de aplicação de sanções coletivas e cassações de chapas por atos cometidos por terceiros.
João Oliveira, que possui histórico como ex-presidente do Conselho Fiscal do clube, reforça que a imposição para a quitação de débitos extrapola os prazos previstos no estatuto. O pedido exige a liberação dos dados dos votantes em até 48 horas e a garantia do voto mediante apresentação de documento oficial com foto.
Histórico do autor e cenário eleitoral
João Oliveira é uma figura conhecida nos bastidores do Parque São Jorge. Entre 2021 e 2023, ele presidiu o Conselho Fiscal durante a gestão de Duilio Monteiro Alves e integrou o corpo jurídico de Andrés Sanchez. Nas redes sociais, o advogado chega a tratar o pré-candidato André Negão como irmão.
Enquanto o imbróglio jurídico segue em análise, a corrida presidencial do Corinthians conta com outros quatro nomes confirmados: Sérgio Janikian, José Augusto Mendes, Rozallah Santoro e André Castro. O portal Meu Timão informou que ainda não obteve resposta de André Negão sobre sua participação direta na petição protocolada.



