Eleições Meu Timão: André Castro detalha plano de gestão e comenta proposta de aporte bilionário para o futuro do Corinthians

André Castro apresenta propostas para as eleições do Corinthians focadas em reestruturação financeira, atraindo investimentos e profissionalizando a gestão do clube para o triênio 2027 a 2029.
O cenário político do Corinthians para o próximo triênio ganhou contornos definidos com a candidatura de André Castro. Em entrevista exclusiva concedida ao portal Meu Timão, o conselheiro detalhou seus planos para transformar a realidade administrativa do clube, focando em soluções para as áreas orçamentária e de investimentos.
Com quase 30 anos de vivência no clube social e uma carreira consolidada no mercado financeiro, Castro busca aplicar conceitos de governança e compliance. O objetivo central, segundo o candidato, é criar as condições necessárias para que parceiros de peso voltem a confiar na instituição, viabilizando a reestruturação necessária para o Parque São Jorge.
Conforme informações divulgadas pelo portal Meu Timão, o candidato da chapa Transforma Corinthians enfatiza que a mudança não ocorrerá por mágica, exigindo um trabalho árduo a partir de 2027 para recuperar a credibilidade perdida nos últimos anos de gestão.
O desafio de atrair investimentos bilionários
Um dos pontos de maior curiosidade entre os torcedores é a relação de Castro com aportes financeiros grandiosos. O candidato ganhou notoriedade no noticiário corinthiano em 2025 ao mencionar que a GSP Holding poderia realizar um aporte de até 1 bilhão de dólares, valor que superava os 5 bilhões de reais na época.
Sobre essa proposta, o empresário explica que, na ocasião, buscava uma solução viável para o momento do clube. Ele reforça que, embora tenha enfrentado críticas e recebido o apelido de André do Bilhão, sua prioridade continua sendo a implementação de uma gestão séria, capaz de atrair recursos de forma sustentável e transparente.
Ele argumenta que o Corinthians, por ser um clube gigante, tem total capacidade de atrair bilionários, desde que apresente um projeto sério. O candidato afirma que não deseja iludir o torcedor com promessas rápidas, mas sim respeitar os trâmites legais do Conselho Deliberativo e do Cori.
Governança e o diálogo com o projeto SAFiel
A pauta sobre a transformação do clube em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) também está no radar de André Castro. O candidato se mostrou aberto ao diálogo com o grupo SAFiel, elogiando a estrutura de governança proposta, mas ressaltando a necessidade de analisar profundamente as contrapartidas.
Castro defende que qualquer decisão sobre o futuro jurídico do clube deve passar por uma análise técnica rigorosa. Ele critica as taxas de juros atuais enfrentadas pelo Corinthians, citando que o clube contrata empréstimos com índices elevados, como CDI + 20 pontos percentuais, algo que considera insustentável para a saúde financeira do Timão.
Para o candidato, a solução passa por uma gestão que coloque a transparência acima de tudo. Ele reitera que, antes de qualquer negociação, é fundamental seguir os procedimentos internos, garantindo que o Corinthians não comprometa seu futuro em acordos mal estruturados ou financeiramente desvantajosos.
A estratégia para o triênio 2027 a 2029
A estrutura da chapa Transforma Corinthians conta com os vices Everton Dumbrovsky e Luiz Soares dos Santos. Castro destaca que a divisão de tarefas será essencial, permitindo que a presidência foque em questões estruturais e financeiras, enquanto os vices darão suporte direto aos associados e questões administrativas.
O foco total está na eleição marcada para o dia 28 de novembro. Além de André Castro, outros quatro candidatos registraram suas chapas: Ilmar Schiavenato, José Augusto Cardoso Mendes, Sergio Janikian e Rozallah Santoro, todos buscando o comando do clube para os próximos anos.
Ao finalizar sua análise, o candidato reforça que seu compromisso é inegociável com a profissionalização. O mercado, segundo ele, clama por uma nova liderança no futebol brasileiro, e o Corinthians precisa estar preparado para liderar esse movimento de mudança com ética, seriedade e foco total na recuperação de sua dívida bilionária.



