Eleições do Corinthians em 2026: Comissão Eleitoral define data e regras para a escolha do novo presidente que comandará o clube até 2029

A Comissão Eleitoral do Corinthians oficializou o cronograma para as eleições de 2026, definindo os rumos administrativos do clube para o próximo triênio
O cenário político do Corinthians começa a ganhar contornos definidos com a recente divulgação do regimento para as eleições presidenciais. A expectativa dos sócios e torcedores cresce à medida que o clube se prepara para escolher seu novo mandatário.
O processo eleitoral é um momento fundamental para a democracia interna da instituição, que busca estabilidade para o ciclo de 2027 a 2029. As definições seguem rigorosamente as normas estatutárias vigentes no Parque São Jorge.
Conforme informações divulgadas pelo portal Meu Timão, a comissão estabeleceu diretrizes claras para o pleito, incluindo possíveis ajustes no calendário dependendo do desempenho da equipe profissional em competições internacionais.
Data marcada e possibilidade de alteração
A eleição para a presidência do Corinthians está marcada para o dia 28 de novembro de 2026, um sábado, no Ginásio Wlamir Marques, com votação das 9h às 17h. O documento, assinado pelo presidente da comissão, Dalton Gioia, prevê um cenário de exceção.
Caso o time alcance a final da Libertadores, que ocorre na mesma data em Montevidéu, a votação poderá ser transferida para o sábado seguinte. Essa mudança seria justificada por um motivo de alta relevância e força maior, garantindo a participação de todos os envolvidos.
Quem pode votar e as exigências para o pleito
Para participar da Assembleia Geral que elegerá o próximo presidente, vice-presidente e os 200 conselheiros, os associados precisam cumprir requisitos específicos. É necessário ter mais de 18 anos e ser admitido no clube há pelo menos cinco anos.
Além disso, o sócio deve estar com o reconhecimento facial cadastrado e as contribuições financeiras rigorosamente em dia. A data limite para quitar débitos é 28 de setembro, sendo que atrasos superiores a 90 dias impedem o exercício do voto.
Tecnologia na urna e regras para as chapas
O clube estuda a contratação de um sistema eletrônico de urnas para garantir agilidade e transparência na contabilização dos votos. Caso a viabilidade técnica ou financeira não seja atingida, o processo será realizado de forma manual, com urnas físicas tradicionais.
Seguindo a Lei Geral do Esporte, as chapas para a diretoria devem contar com pelo menos 30% de mulheres. Existem também taxas específicas para a candidatura, sendo que o grupo da presidência deve pagar três mensalidades do título familiar, enquanto o Conselho Deliberativo arca com 25 mensalidades do título individual.
Transparência e proibição de propaganda
Os candidatos devem apresentar uma série de certidões, incluindo documentos da Justiça Estadual Criminal, Federal, Militar e Eleitoral. A transparência é um pilar central para garantir a idoneidade de todos os envolvidos na disputa pelo comando do Corinthians.
Vale ressaltar que a propaganda eleitoral é restrita. Estão proibidas práticas como boca de urna, uso de faixas, panfletos ou churrascos gratuitos nas dependências do clube. Menções a eleições nacionais ou estaduais também não são permitidas, mantendo o foco exclusivo no futuro da agremiação.


