Eleição no Corinthians: pré-candidato Sérgio Janikian expõe empréstimos com juros altos e critica gestão financeira do clube

Sérgio Janikian alerta para o uso de empréstimos com juros elevados na gestão do Corinthians e questiona o impacto dessas operações no futuro do clube
A corrida eleitoral para a presidência do Corinthians, marcada para 28 de novembro de 2026, começou a ganhar contornos de debate intenso sobre a saúde financeira da instituição. O pré-candidato Sérgio Janikian trouxe à tona preocupações graves sobre a atual administração.
Em entrevista exclusiva concedida ao portal Meu Timão, Janikian criticou abertamente a estratégia da diretoria de recorrer a empréstimos com taxas de juros elevadas para honrar compromissos imediatos, como o pagamento da folha salarial.
Segundo as informações divulgadas pelo Meu Timão, o cenário financeiro enfrentado pelo clube é alarmante e coloca em xeque a sustentabilidade das operações realizadas pela gestão do presidente Osmar Stabile.
Os detalhes dos empréstimos e os custos elevados
Janikian revelou que, em conversas diretas com o presidente Osmar Stabile, foi informado de que bancos de primeira linha estariam evitando negociar com o Corinthians. Isso forçou a diretoria a buscar crédito em condições muito mais onerosas ao clube.
O pré-candidato citou um caso específico em que um empréstimo teria sido contratado a uma taxa de CDI mais 18%. Comparativamente, ele aponta que o acordo com a Caixa para renegociação da dívida da Neo Química Arena é de CDI mais 2%.
Para o conselheiro, realizar operações financeiras que chegam a custar cerca de 30% ao ano, devido aos juros sobre juros, é uma prática que compromete receitas futuras e não representa uma gestão responsável do patrimônio alvinegro.
Conflito de interesses e a postura do pré-candidato
Ao abordar a possibilidade de um presidente emprestar recursos próprios ao clube, Janikian foi enfático ao descartar essa alternativa. Ele defende que tal prática geraria um grave conflito de interesses, já que o gestor estaria em ambos os lados da mesa.
O pré-candidato ressaltou que, embora o estatuto do clube não proíba expressamente esse tipo de manobra, ele considera a atitude imoral. Janikian afirmou que, caso eleito, pretende utilizar sua credibilidade empresarial para buscar soluções no mercado financeiro.
O foco de sua proposta, conforme relatou ao Meu Timão, é realizar um ajuste severo nas contas, reduzindo despesas para que elas fiquem alinhadas com as receitas reais que o Corinthians arrecada mensalmente.
Visão sobre o passivo e o futuro do clube
Sobre a dívida total, que gira em torno de R$ 3 bilhões, Janikian prefere utilizar o termo compromissos. Ele argumenta que o montante não é um cheque especial vencido, mas sim uma soma de obrigações de curto, médio e longo prazo.
O postulante ao cargo máximo do clube evitou cravar uma posição sobre uma eventual recuperação judicial, tratando o tema como um remédio amargo que não pode ser descartado, mas que exige responsabilidade absoluta antes de qualquer decisão.
Janikian concluiu afirmando que o Corinthians sofre hoje com uma crise de credibilidade sem precedentes, onde a falta de transparência e os escândalos afastam potenciais parceiros e patrocinadores, travando o crescimento da instituição.



