Edilson revela por que o melhor time da história do Corinthians não venceu a Libertadores e admite soberba contra o Palmeiras


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O ex-jogador Edilson aponta que a falta de humildade do elenco alvinegro foi o principal motivo para as eliminações na Copa Libertadores da América

Para muitos torcedores, o Corinthians do final da década de 90 foi uma verdadeira seleção. Comandado por nomes como Edilson, Marcelinho Carioca e Luizão, o clube empilhou títulos e encantou o Brasil com um futebol ofensivo e irreverente.

No entanto, a busca pelo sonho da Copa Libertadores da América terminou em frustração. Segundo o ex-atacante Edilson, em entrevista concedida ao portal ge.globo, o time era, na verdade, o melhor que ele já viu na história do clube paulista.

O ídolo alvinegro explica que a superioridade técnica do elenco acabou gerando um clima de soberba, especialmente nos confrontos decisivos contra o Palmeiras, conforme informação divulgada pelo ge.globo.

O desdém contra o rival e as eliminações dolorosas

Edilson acredita que o Corinthians perdeu para si mesmo. O jogador relata que, em partidas contra o arquirrival, o time entrava em campo com a mentalidade de aplicar goleadas, esquecendo a cautela necessária em um torneio continental.

“A gente estava ganhando do Palmeiras fácil, num jogo em que a gente achava que ia passar fácil, ganhando de 3 a 1 e queria ganhar de seis. Se a gente tivesse um pouquinho de humildade, a gente teria matado o jogo”, afirmou o ex-atleta sobre o duelo de 1999.

Na temporada seguinte, a mágoa foi com a arbitragem. Edilson relembra a expulsão errada aplicada pelo árbitro Oscar Roberto Godoi, que, segundo ele, desequilibrou a equipe e comprometeu o desempenho ofensivo do time diante do Palmeiras.

A origem das famosas embaixadinhas

Um dos momentos mais icônicos da história do futebol brasileiro foi a cena das embaixadinhas protagonizada por Edilson na final do Campeonato Paulista. O ex-atacante revela que o gesto não foi algo planejado, mas sim um reflexo da rotina daquele elenco.

Ele explica que a irreverência fazia parte do dia a dia do time, que muitas vezes brincava em campo por se sentir muito superior aos adversários. Essa característica, embora tenha criado uma marca registrada, também trouxe desgaste com rivais e técnicos.

“As embaixadinhas não é nada mais do que isso, do que a gente fazia dentro de campo, brincava nos treinos e levava isso para campo”, confessa o ídolo, que hoje possui o momento tatuado em seu corpo como forma de homenagem.

Vaidades e o legado do elenco multicampeão

O grupo contava com diversos jogadores de seleção, como Vampeta, Ricardinho e Gamarra. Edilson destaca que administrar a vaidade desses nomes era um desafio, mas o respeito prevalecia quando a bola rolava e o objetivo coletivo era colocado em primeiro plano.

Sobre o atual momento do clube, o ex-jogador lamenta a situação enfrentada pela instituição, mas ressalta que o Corinthians possui um potencial enorme para se recuperar. Ele também opinou sobre a permanência de Memphis Depay no elenco.

Para Edilson, a renovação com o atacante holandês é uma faca de dois gumes, já que o atleta possui inegável qualidade técnica, mas o clube precisa lidar com os riscos financeiros e físicos envolvidos na manutenção de um jogador desse nível.

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