Duilio Monteiro Alves renuncia ao título de sócio do Corinthians

Presidente do Corinthians entre 2021 e 2023, Duilio Monteiro Alves renunciou ao título de sócio remido e abriu mão dos cargos de conselheiro vitalício e membro do Conselho de Orientação (CORI).
Com a decisão, anunciada por meio de carta aberta nas redes sociais, o ex-presidente do clube se desliga de forma definitiva do quadro associativo do Parque São Jorge.
Duilio vinha sendo investigado internamente pelo uso de cartão corporativo durante seu mandato. Agora, o ex-dirigente evita o julgamento que poderia causar sua expulsão do clube.
A renúncia ocorre dias depois da expulsão de Andrés Sanchez, definida em votação realizada no Parque São Jorge na última segunda-feira, pelo uso indevido do dinheiro do clube para despesas pessoais.
Duilio, no entanto, ainda é investigado pelo Ministério Público de São Paulo.
Ele se tornou réu pelo crime de apropriação indébita após a Justiça de São Paulo aceitar, em março de 2026, denúncia apresentada pelo MP.
De acordo com o promotor Cássio Conserino, responsável pelo caso, Duilio teve gastos custeados pelo clube em free shops, restaurantes, hotéis, salão de cabeleireiro, loja náutica, site de venda de roupas e outros estabelecimentos sem relação com o dia a dia do Corinthians.
As compras totalizaram R$ 41.822,62, em valores corrigidos pela inflação.
Em julho do ano passado, o ge revelou ainda que o Corinthians pagou uma série de produtos e serviços para uso pessoal durante a gestão de Duilio.
O MP também denunciou João Odair de Souza, conhecido como Caveira, responsável pela segurança do Corinthians entre março de 2018 e dezembro de 2023, durante as gestões de Andrés Sanchez e Duilio. Segundo a investigação, ele recebeu mais de R$ 3,4 milhões em dinheiro vivo do clube.
Os ex-diretores financeiros Matías Romano Ávila e Wesley Melo, além do ex-gerente financeiro Roberto Gavioli, também foram denunciados na investigação pelos crimes de apropriação indébita e omissão relevante. De acordo com o MP, eles tinham o dever de fiscalizar e impedir os supostos desvios, mas teriam deixado de adotar medidas para evitar as irregularidades.



