Cuiabá pressiona CBF por punição severa ao Corinthians com pedido de transfer ban de dois anos e perda de certificado de formador


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A crise financeira do Corinthians se aprofunda com o pedido do Cuiabá por uma punição histórica na CNRD, que pode impactar o futuro do clube

O cenário para o Corinthians ficou ainda mais tenso nesta semana. O Cuiabá, credor do clube paulista, decidiu endurecer o jogo e solicitou à Câmara Nacional de Resoluções de Disputas (CNRD) medidas drásticas contra a instituição alvinegra.

A disputa gira em torno de atrasos sucessivos no pagamento pela compra do volante Raniele. O Dourado busca agora uma resposta definitiva para garantir o recebimento dos valores que estão pendentes desde o início do ano de 2024.

As informações sobre essa nova investida jurídica do clube mato-grossense foram divulgadas inicialmente pelo portal ge.globo, movimentando os bastidores do futebol brasileiro nesta terça-feira.

O pedido de transfer ban de dois anos e outras sanções

No documento enviado à entidade, o Cuiabá não pediu apenas a manutenção da proibição de registrar novos jogadores. O clube quer que a punição seja elevada para um transfer ban de dois anos contra o Corinthians.

Além disso, o time pede o cancelamento do Certificado de Clube Formador e a anulação do plano coletivo de pagamento de dívidas. O objetivo é forçar o clube a quitar o débito sem os benefícios do parcelamento atual.

A justificativa baseia-se no descumprimento reiterado das parcelas. O Cuiabá argumenta, conforme o documento citado pelo ge.globo, que o pedido segue os termos do Artigo 56, parágrafo 3º, incisos III e IV do regulamento da CNRD.

Entenda o rombo milionário e o plano de pagamentos

O impasse financeiro envolve um acordo de cerca de R$ 76 milhões, homologado em abril de 2025, que deveria organizar as contas do Corinthians com diversos credores. O plano prevê pagamentos trimestrais ao longo de seis anos.

Atualmente, o Corinthians enfrenta dificuldades severas com a quinta e a sexta parcelas, que seguem em aberto. Estima-se que o valor acumulado dessas prestações não quitadas chegue à marca de R$ 16 milhões no momento.

A estrutura do acordo original previa que 80% de cada parcela fossem destinados ao credor principal, enquanto 20% seriam reservados para o pagamento de honorários advocatícios, garantindo assim uma distribuição justa entre as partes.

O futuro do Corinthians sob análise da CNRD

A CNRD agora analisa o pedido apresentado pelo Cuiabá para emitir um parecer oficial. Caso o órgão decida pela anulação do plano coletivo, o Corinthians perderá privilégios importantes e voltará a pagar juros sobre cada uma das suas dívidas.

A situação coloca a gestão presidida por Osmar Stabile em uma encruzilhada. Além de buscar recursos para honrar os compromissos, o clube precisa lidar com a possibilidade de ficar impedido de contratar novos atletas até 2027.

Até o fechamento desta reportagem, não havia uma previsão oficial sobre o pagamento da parcela vencida em outubro, nem uma decisão definitiva da CNRD sobre o pedido de ampliação das sanções contra o clube paulista.

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