Crise no Corinthians: Vitalícios entram na Justiça para tentar barrar nova Assembleia de reforma estatutária do clube

A disputa jurídica nos bastidores do Corinthians ganha novos capítulos com conselheiros vitalícios tentando impedir a reforma estatutária no próximo sábado.
O clima político no Parque São Jorge segue extremamente tenso. Um grupo de conselheiros vitalícios decidiu levar novamente à Justiça o impasse sobre a aguardada reforma estatutária do clube.
A Assembleia Geral, que deveria definir o futuro das regras internas da instituição, tornou-se o centro de um embate judicial intenso entre diferentes correntes políticas alvinegras.
Conforme informações divulgadas pelo portal Meu Timão, a ofensiva dos conselheiros busca reverter a recente decisão judicial que autorizou o prosseguimento da votação.
Os argumentos jurídicos dos conselheiros
Os conselheiros Ademir Benedito, Alexandre Husni e Guilherme Strenger protocolaram três pedidos distintos na Justiça paulista. O objetivo central é travar a Assembleia Geral convocada pelo Conselho Deliberativo.
O trio argumenta que o rito de tramitação da proposta de reforma apresenta vícios legais. Segundo eles, o texto base da reforma foi rejeitado anteriormente pelo Conselho de Orientação, o Cori, o que inviabilizaria sua continuidade.
Eles sustentam que, pelo artigo 97 do estatuto, apenas o Cori possui a competência para propor alterações normativas. Assim, o projeto atual seria, na visão dos recorrentes, uma peça juridicamente inválida.
O pedido de multa e a atuação do TJ-SP
Além de tentar barrar a reunião, os autores da ação pedem medidas punitivas severas. Entre elas, solicitam a aplicação de uma multa de R$ 50 mil ao presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior.
O grupo também quer o envio dos autos ao Ministério Público de São Paulo. A intenção é investigar a possível ocorrência de crimes de desobediência e outros ilícitos durante o processo de convocação da assembleia.
A estratégia jurídica inclui ainda um recurso de apelação com pedido de efeito suspensivo. Com isso, os vitalícios esperam que a sentença de primeira instância não produza efeitos práticos até que o tribunal analise o mérito da questão.
O que diz a defesa da reforma
Do outro lado, a diretoria e os defensores da reforma estatutária argumentam que o processo respeitou as normas vigentes. Eles reforçam que os destaques foram aprovados pelos próprios conselheiros durante as reuniões realizadas entre abril e maio.
A defesa do rito atual aponta que a Assembleia Geral é o órgão máximo de decisão do clube. Portanto, os sócios teriam total autonomia para deliberar sobre as mudanças propostas, independentemente das polêmicas internas no Conselho Deliberativo.
Agora, a decisão final está nas mãos do desembargador Maurício Campos da Silva Velho. Ele precisa definir se mantém a suspensão do pleito ou se libera o Corinthians para concluir a votação das mudanças no estatuto neste sábado.



