Crise no Corinthians, torcedores lançam abaixo-assinado por intervenção judicial e exigem afastamento imediato de Osmar Stabile


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A crise política e financeira do Corinthians atinge um novo patamar com o lançamento do Movimento Libertação Já, que busca uma intervenção judicial urgente no clube.

A torcida corintiana decidiu intensificar a pressão contra a atual gestão do clube. Nesta quarta-feira, às 19h10, foi lançado o Movimento Libertação Já, que tem como objetivo principal coletar assinaturas para exigir uma intervenção judicial no Parque São Jorge.

A iniciativa surge como uma evolução da campanha anterior, chamada de Expulsão Já, que obteve mais de 50 mil assinaturas em abril. O foco agora não é apenas a saída de nomes específicos, mas uma mudança estrutural profunda para salvar o futuro da instituição.

Segundo as informações divulgadas pelo movimento, a situação do clube exige medidas drásticas para conter a crise, conforme apurado pelos organizadores da mobilização.

Dívidas bilionárias e obstáculos na gestão

O cenário financeiro apresentado pelos torcedores é alarmante. O balanço de 2025 registrou um déficit de R$ 143,4 milhões, com uma dívida bruta que já alcança a marca de R$ 2,7 bilhões. Esse quadro impede o crescimento do clube e gera impactos diretos no futebol.

Além dos problemas contábeis, o Corinthians enfrenta atualmente três transfer bans aplicados pela Fifa. Essas punições impedem o registro de novos atletas, limitando drasticamente a capacidade do clube de reforçar o elenco para as competições da temporada.

Alvos da mobilização e investigações do MP

Os organizadores do abaixo-assinado apontam a necessidade de afastamento cautelar de diversos dirigentes. Entre os nomes citados estão Osmar Stabile, mandatário da diretoria, Romeu Tuma Júnior, Miguel Marques e Silva e Haroldo Dantas.

A gestão atual também é alvo de um inquérito do Ministério Público de São Paulo. As investigações apuram o pagamento de R$ 676,6 mil para uma empresa de segurança sem autorização da Polícia Federal, além de suspeitas sobre o uso de R$ 586,9 mil para custear a segurança particular de Osmar Stabile.

O objetivo da intervenção judicial

O grupo esclarece que a intervenção judicial desejada seria provisória e focada exclusivamente na administração, sem interferir no departamento de futebol. A proposta inclui uma auditoria ampla nas contas e a nomeação de administradores judiciais.

Os torcedores utilizam o caso do Bahia, que passou por um processo semelhante entre 2011 e 2013, como exemplo de sucesso. O plano final é discutir reformas estatutárias e a possível transição para o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

Como participar do protesto

Para fortalecer o pedido junto ao Judiciário e à Promotoria, os torcedores disponibilizaram o site intervencaofiel.com.br. Além disso, uma petição paralela foca especificamente no afastamento de Osmar Stabile, acessível pelo portal forastabile.com.br.

A mobilização ganha força nas redes sociais com a hashtag #ForaStabile. O clima no clube segue tenso após o anúncio da não renovação com o atacante Memphis Depay, o que gerou novos protestos e até o vazamento de dados pessoais do mandatário.

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