Crise no Corinthians: Requerimento pede afastamento imediato de Romeu Tuma Júnior e Osmar Stabile em meio a denúncias


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O Corinthians enfrenta um momento político e financeiro extremamente delicado, com um novo pedido de afastamento de seus principais dirigentes movimentando os bastidores.

A instabilidade política e financeira no Corinthians atingiu um novo patamar nesta quarta-feira. O associado e ex-conselheiro Leandro Cano, que atua como juiz de Direito, protocolou um requerimento formal na Comissão de Ética e Disciplina do clube alvinegro.

O documento solicita a abertura de um processo ético, além da concessão de uma medida cautelar para o afastamento imediato de Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, e de Osmar Stabile, presidente da Diretoria Executiva do clube.

Conforme informações divulgadas pelo portal Meu Timão, o requerimento busca não apenas o afastamento preventivo, mas a destituição definitiva e a expulsão de ambos os dirigentes do quadro associativo do Corinthians.

As acusações contra Romeu Tuma Júnior

O pedido contra Tuma Júnior baseia-se na alegação de que o dirigente teria feito declarações públicas classificando as ações da Diretoria Executiva como autoritárias e golpistas, sem que houvesse uma representação formal interna.

O requerente também aponta uma suposta falta de isonomia em processos disciplinares, citando especificamente a inclusão de pena de suspensão no caso de Mario Mello Júnior e o efeito suspensivo concedido a Claudinei Alves e José Valmir da Costa.

Os três pedidos de impeachment contra Osmar Stabile

No caso do presidente da Diretoria Executiva, Osmar Stabile, o documento destaca a existência de três pedidos de impeachment em curso. Entre os motivos, está o oferecimento do clube social como garantia em um acordo bilionário com a Fazenda Nacional.

Há também questionamentos sobre a contratação da empresa Mega Assessoria Operacional por mais de R$ 676 mil, valor que está sob investigação do Ministério Público de São Paulo por suspeitas de irregularidades na prestação de serviços de segurança.

Investigações do Ministério Público e gestão financeira

Stabile também foi incluído como investigado pelo MP-SP em um Procedimento Investigatório Criminal que apura o uso de recursos do Corinthians para pagar a empresa Bear Security, totalizando um desembolso de R$ 586.987,65.

Além disso, o documento cita a gestão financeira conturbada, mencionando a aprovação de contas com déficit de R$ 143,4 milhões e a polêmica envolvendo a saída do jogador Memphis Depay, que gera um débito de cerca de R$ 77 milhões em verbas atrasadas.

A busca por uma medida cautelar

Leandro Cano, que já havia acionado o Ministério Público anteriormente pedindo intervenção judicial, sustenta que as denúncias possuem fortes indícios de veracidade e que a permanência dos dirigentes causaria prejuízos imediatos ao Corinthians.

O autor do requerimento argumenta que, diante da gravidade dos fatos, a Comissão de Ética deve agir com rapidez para evitar danos irreparáveis ao patrimônio e à imagem da instituição, garantindo que o processo ocorra com a urgência necessária.

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