Corinthians se manifesta ao MP-SP sobre pagamentos do Fiel da Sorte e rescisão de contrato com a empresa Incentiva após suspeitas de irregularidades


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O Corinthians enfrenta uma nova etapa de esclarecimentos junto ao Ministério Público de São Paulo sobre os bastidores do programa Fiel da Sorte

O Corinthians confirmou oficialmente que vai colaborar com o Ministério Público de São Paulo, prestando todos os esclarecimentos exigidos sobre o polêmico programa Fiel da Sorte. A requisição foca em entender como funcionavam os pagamentos e a gestão desse serviço que prometia prêmios aos torcedores.

A situação ganha contornos mais sérios, pois o MP busca identificar quem eram os responsáveis pela fiscalização do contrato e como o dinheiro era movimentado para a empresa Incentiva. O clube garante que está agindo com total transparência para resolver as pendências.

Conforme informações divulgadas pelo UOL Esporte, o órgão deu um prazo de dez dias para o clube detalhar os pagamentos realizados, que somaram cerca de R$ 6,9 milhões, conforme noticiou inicialmente o ge.globo.

Entenda a rescisão do contrato com a Incentiva

Segundo a nota oficial emitida pelo clube, o contrato foi assinado em abril de 2023, ainda na gestão de Duilio Monteiro Alves. A atual diretoria do Corinthians identificou falhas graves, como a falta de prestação de contas e a ausência de relatórios mensais obrigatórios.

Diante da falta de respostas da contratada, o clube rescindiu o contrato em junho de 2026, alegando culpa exclusiva da empresa Incentiva. O clube também ressaltou que tomou medidas judiciais para tentar recuperar os documentos que não foram entregues.

O que era o programa Fiel da Sorte

O Fiel da Sorte surgiu em 2023 como uma forma de oferecer benefícios aos associados, incluindo a chamada rabiscadinha, um bilhete digital de raspadinha. Cada integrante do Fiel Torcedor tinha direito a doze unidades gratuitas por mês.

Apesar de o programa ter sumido das redes sociais em abril de 2024, os pagamentos mensais para a empresa Incentiva continuaram sendo honrados pelo clube. O valor das parcelas cresceu ao longo do tempo, gerando questionamentos sobre a fiscalização.

Investigação sobre gestão temerária

O caso faz parte de um inquérito maior que apura possíveis irregularidades administrativas no Corinthians entre 2023 e 2026. O Ministério Público investiga se houve falhas na supervisão do contrato, que envolveu valores vultosos e diferentes gestões.

O promotor Cássio Roberto Conserino solicitou documentos após analisar 36 notas fiscais emitidas no período. O objetivo é esclarecer quem autorizou os pagamentos, incluindo transferências via Pix, e se houve negligência na gestão do Fiel da Sorte.

Clube busca esclarecimentos e resguardar direitos

O Corinthians reforçou que, no entendimento do MP, o clube figura como vítima enquanto pessoa jurídica. A diretoria atual afirma que está à disposição dos órgãos competentes para fornecer todos os dados necessários para o sucesso da investigação.

Enquanto o caso segue sob análise das autoridades, o clube tenta entender se os prêmios prometidos pelo Fiel da Sorte foram realmente entregues, já que a empresa Incentiva detinha o controle exclusivo das operações e dos sorteios realizados.

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