Corinthians quita parte dos direitos de imagem atrasados, mas crise financeira no clube segue preocupando torcedores e elenco

O Corinthians conseguiu aliviar parte da pressão financeira nesta segunda-feira ao quitar um dos meses de direitos de imagem atrasados do elenco principal, buscando normalizar os bastidores em meio a uma temporada de instabilidade.
A diretoria alvinegra deu um passo importante para organizar as finanças, mas a situação nos bastidores do Parque São Jorge ainda exige atenção constante da cúpula corinthiana.
O acerto parcial ajuda a reduzir a tensão com os atletas profissionais, que enfrentam um cenário de incertezas devido aos recorrentes problemas orçamentários do clube.
Segundo informações divulgadas inicialmente pelo portal ge.globo e confirmadas pelo Meu Timão, o pagamento de uma das parcelas atrasadas foi realizado nesta segunda-feira.
O peso das dívidas e o impacto nos direitos de imagem
O problema dos direitos de imagem no Corinthians é um reflexo direto das dificuldades operacionais que o clube enfrenta atualmente, com um custo mensal dessa fatia contratual que gira em torno de R$ 10 milhões.
O débito havia se acumulado na última quinta-feira, quando venceu o mês de julho sem que a parcela de junho, atrasada desde o dia 20 de julho, tivesse sido depositada aos jogadores.
Embora uma das cotas tenha sido abatida, a gestão alvinegra ainda precisa lidar com o pagamento do último mês vencido, além de premiações pendentes referentes ao Brasileirão e à Copa Libertadores.
Crise financeira e salários na CLT
A instabilidade financeira não se limita apenas aos direitos de imagem, já que o clube também esbarra em gargalos operacionais que afetam outros setores importantes da folha de pagamento.
Recentemente, o Corinthians atrasou os salários da CLT referentes ao mês de agosto, situação que só foi regularizada no dia 10, após o prazo limite estabelecido.
Esse tipo de ocorrência demonstra a fragilidade do fluxo de caixa, que reflete um endividamento global na casa dos R$ 2,7 bilhões, um número que preocupa profundamente a torcida.
Punições de transfer ban travam reforços
Além das pendências salariais, o clube enfrenta três punições ativas de transfer ban, sendo duas impostas pela Fifa e uma pela CNRD, entidade vinculada à CBF.
Somados, esses bloqueios impedem o clube de registrar novos reforços e representam cerca de R$ 21,5 milhões em débitos que precisam ser quitados urgentemente.
O gancho mais recente da Fifa, aplicado em 21 de julho, ocorreu devido a uma pendência de R$ 6,2 milhões na compra do volante Charles, somando-se à restrição por José Martínez.
Situação crítica atinge o futebol feminino
O cenário de crise e falta de pagamentos não está restrito apenas ao time masculino profissional, atingindo também outras categorias e modalidades do clube paulista.
O futebol feminino, que é referência nacional, já enfrenta o terceiro mês seguido de atrasos nos vencimentos, gerando um ambiente de grande apreensão internamente.
A diretoria agora trabalha para equalizar todas essas pendências e evitar que a crise financeira comprometa ainda mais o desempenho das equipes dentro de campo.



