Corinthians quebra jejum de dois anos e volta a escalar dupla de zaga formada por Filhos do Terrão em jogo decisivo do Brasileirão

A formação de uma defesa com DNA da base marcou o confronto contra o Flamengo e quebrou uma sequência de mais de dois anos sem essa configuração específica no clube
O Corinthians viveu um momento curioso no último domingo, durante o duelo contra o Flamengo, válido pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time alvinegro entrou em campo com uma dupla de zaga composta integralmente por atletas formados nas categorias de base, os chamados Filhos do Terrão.
Essa escalação não ocorria há mais de dois anos, marcando uma mudança significativa na gestão do elenco profissional. A iniciativa chamou a atenção dos torcedores, que acompanham de perto a transição dos jovens talentos para o time principal do clube.
Conforme informações divulgadas pelo portal especializado em cobertura corinthiana, essa estratégia de valorizar os Filhos do Terrão é um dos pontos de maior debate entre os analistas de futebol, especialmente pelo longo hiato que o clube enfrentou sem utilizar essa formação.
O histórico recente dos Filhos do Terrão na zaga
Para encontrar a última vez que o Timão iniciou um jogo com ao menos dois jogadores da base na defesa, é preciso voltar ao dia 10 de março de 2024. Naquela ocasião, durante o Campeonato Paulista, a equipe enfrentou o Água Santa com Raul Gustavo, Caetano e João Pedro na linha defensiva.
Naquele período, sob o comando de Bruno Lazaroni, o time titular foi escalado com Carlos Miguel, João Pedro, Raul Gustavo e Caetano, além de outros nomes como Ryan e Biro. Desde então, a rotatividade no setor foi intensa e poucos jogadores da base conseguiram se firmar no time profissional.
Mudanças constantes no setor defensivo
Nos últimos dois anos, a diretoria buscou diversas soluções no mercado para reforçar a defesa. Jogadores como André Ramalho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique, Cacá e Félix Torres foram contratados para suprir as carências do elenco, ocupando as vagas que antes eram dos garotos da base.
A saída de nomes como Raul Gustavo e Caetano, que deixaram o clube após períodos de pouco aproveitamento, dificultou a continuidade de um trabalho focado na formação interna. Com isso, a torcida viu a defesa ser composta quase exclusivamente por atletas vindos de outras equipes.
O futuro imediato após o clássico
Apesar da marca simbólica alcançada no Maracanã, a tendência é que o Corinthians retome a utilização de atletas mais experientes para a próxima partida. A previsão é que a zaga seja composta por Gabriel Paulista e Gustavo Henrique no compromisso seguinte.
O foco agora se volta para o duelo decisivo contra o Estudiantes, da Argentina, pela Copa Libertadores. O confronto, que acontece na Neo Química Arena, exige maturidade e entrosamento, características que a comissão técnica busca priorizar com a escalação de jogadores mais rodados no elenco.



