Corinthians enfrenta julgamento no STJD após confusão da torcida e atraso em partida contra o Cruzeiro na Neo Química Arena

O Corinthians terá que responder ao STJD por incidentes graves ocorridos durante a derrota para o Cruzeiro, que incluem invasão de campo e arremesso de objetos.
O Corinthians vive um momento de tensão fora das quatro linhas após a derrota por 2 a 1 para o Cruzeiro, na Neo Química Arena. O clube foi oficialmente denunciado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
A denúncia foca em problemas registrados durante a 23ª rodada do Campeonato Brasileiro. O cenário preocupa a diretoria, já que as punições previstas podem afetar diretamente o bolso e o mando de campo da equipe.
Conforme informações divulgadas pelo STJD, o processo apura falhas na organização do evento e no comportamento da torcida. Entenda abaixo os detalhes que levaram a essa situação delicada para o time do Parque São Jorge.
O que diz a súmula sobre os incidentes
O árbitro Davi de Oliveira Lacerda relatou em súmula um atraso de três minutos no reinício do segundo tempo. Além disso, o documento aponta o arremesso de copos com líquido no gramado após o segundo gol do time mineiro.
O relato oficial também destaca que, ao fim do jogo, um torcedor invadiu o campo em direção ao zagueiro Gustavo Henrique. O indivíduo, que vestia a camisa do Corinthians, foi detido pelos seguranças do estádio antes de causar maiores danos.
Artigos do CBJD e possíveis punições
O clube foi denunciado com base nos artigos 206 e 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). O primeiro trata do atraso na partida, com multa de R$ 100 a R$ 1 mil por minuto.
Já o artigo 213 aborda a responsabilidade do mandante por desordens e invasões. A legislação prevê multa pesada de R$ 100 a R$ 100 mil, além da possibilidade de perda de mando de campo, variando entre um e dez jogos.
Data do julgamento no tribunal
O julgamento está marcado para esta quarta-feira, dia 19 de agosto, a partir das 10h, na sede do STJD, em Brasília. O caso do Corinthians será o último da pauta, sob relatoria de Pedro Henrique Esselin Perdiz de Jesus.
Existe a chance de o processo ser adiantado dependendo da dinâmica da sessão. A defesa do clube tentará minimizar as sanções, argumentando sobre as medidas tomadas pela segurança para conter a invasão e os arremessos de objetos.



