Corinthians destrava R$ 27 milhões com a Caixa e define prioridade para quitar salários atrasados do elenco e funcionários


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O Corinthians conseguiu um alívio financeiro importante nesta quarta-feira ao liberar R$ 27 milhões que estavam retidos em uma conta reserva da Caixa Econômica Federal.

O cenário financeiro do clube vive um momento de atenção, mas a notícia traz um fôlego necessário para a diretoria. O recurso, que estava imobilizado, foi destravado após tratativas intensas entre o clube e a instituição bancária nas últimas semanas.

A expectativa imediata é que o montante ajude a organizar as contas internas. Com o prazo final para o pagamento dos vencimentos se encerrando nesta quarta-feira, dia 7, a gestão busca evitar problemas maiores com o elenco e o quadro de colaboradores.

Conforme informações divulgadas pela página Time do Povo e confirmadas pelo portal Meu Timão, o clube alvinegro conseguiu destravar cerca de R$ 27 milhões bloqueados pela Caixa, valor que deve ser aplicado diretamente na folha de pagamento.

Prioridade total na folha salarial

A diretoria do Corinthians planeja utilizar metade do valor liberado, cerca de R$ 13,5 milhões, para acertar as pendências salariais com os atletas e os demais funcionários registrados em regime CLT. O pagamento está previsto para ocorrer já nesta quinta-feira.

Vale ressaltar que a situação ainda exige cautela, já que o clube possui dois meses de direitos de imagem em atraso com o elenco masculino, referentes aos meses de julho e agosto. Além disso, existem premiações pendentes do Campeonato Brasileiro e da Libertadores.

Negociações avançadas pela Neo Química Arena

A liberação desses recursos acontece em um contexto de negociações estratégicas sobre a dívida da Neo Química Arena, que hoje gira em torno de R$ 630 milhões. O clube apresentou uma proposta para que a Caixa assuma os naming rights do estádio.

A ideia é que a instituição financeira explore o nome da casa alvinegra, substituindo o contrato atual com a Hypera Pharma, firmado em 2020. O objetivo do Corinthians é que essa operação seja utilizada na composição de um acordo para quitar o débito total.

Possibilidade de novos produtos financeiros

Além da questão do estádio, o clube discute outros ativos com o banco. Entre as possibilidades em pauta estão o lançamento de títulos de capitalização, a transferência de operações bancárias do clube para a Caixa e a criação de cartões vinculados ao Fiel Torcedor.

As tratativas seguem com otimismo por parte da gestão alvinegra. O clube já havia conseguido suspender temporariamente o pagamento das parcelas trimestrais, permitindo que o foco total da diretoria fosse voltado para a resolução do endividamento de longo prazo.

O tamanho do desafio financeiro

A dívida da Arena representa cerca de 22,5% do endividamento total do Corinthians, que é estimado em R$ 2,8 bilhões. O contrato atual estabelece o ano de 2041 como prazo final para a quitação, com juros de 2% ao ano acrescidos da variação do CDI.

Desde o início do novo acordo em 2023, o clube tem trabalhado para colocar as contas em dia. Após quitar juros de períodos anteriores, o Corinthians começou a amortizar o saldo devedor em 2025, buscando um caminho de sustentabilidade para os próximos anos.

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