Corinthians atrasa nova parcela de acordo com a CNRD e clube corre risco real de sofrer punição de seis meses sem registrar jogadores


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O Corinthians enfrenta um momento crítico em suas finanças, com o atraso de uma parcela milionária da CNRD que pode resultar em graves punições esportivas.

O Corinthians vive um cenário de extrema preocupação nos bastidores, após falhar novamente no cumprimento de um acordo financeiro firmado com a Câmara Nacional de Resolução de Disputas, a CNRD. O clube não realizou o pagamento de uma parcela de aproximadamente R$ 8 milhões, que venceu na última segunda-feira, dia 19.

Este novo contratempo coloca o Timão sob risco de ter a punição que o impede de registrar novos atletas ampliada por um período ainda maior. A situação é delicada, pois o clube já lida com restrições impostas tanto pela entidade brasileira quanto pela Fifa, o que limita drasticamente o poder de movimentação no mercado da bola.

Conforme informações divulgadas pelo portal ge, a diretoria alvinegra ainda não apresentou uma data oficial para a regularização desse débito junto aos credores, mantendo o ambiente de incerteza sobre o planejamento do elenco para os próximos desafios da temporada.

Cuiabá solicita punição severa ao Corinthians

Diante do descumprimento, o Cuiabá, que figura como um dos principais credores no processo, tomou uma medida enérgica. O clube mato-grossense protocolou um pedido junto à CNRD solicitando que a proibição de registrar novos jogadores seja estendida por mais seis meses, com início previsto para outubro de 2026.

No documento enviado à entidade, o Cuiabá argumentou, conforme o ge: Determine-se a extensão da sanção de proibição de registro de novos atletas, pelo prazo de seis meses, a contar de outubro de 2026, sem possibilidade de suspensão mediante regularização. A equipe busca, assim, garantir que o Corinthians enfrente consequências mais rígidas.

Acúmulo de transfer bans e dívidas internacionais

O problema com a CNRD é apenas uma das faces da crise financeira corinthiana. O clube também enfrenta dois transfer bans aplicados pela Fifa, resultantes de dívidas por contratações passadas. O débito com o Philadelphia Union, pela aquisição de José Martínez, já mantém o clube impedido de inscrever atletas há mais de 150 dias.

Além disso, existe uma pendência de cerca de R$ 6 milhões com o Midtjylland, da Dinamarca, referente à compra do volante Charles. Essas sanções, somadas ao atraso atual, formam um obstáculo enorme para que o clube consiga reforçar o elenco para o futuro, exigindo soluções imediatas da gestão.

Entenda o acordo milionário que o clube não cumpriu

O plano de pagamento homologado em abril de 2025 previa a quitação de cerca de R$ 76 milhões ao longo de seis anos. O acordo foi estruturado para organizar as dívidas com jogadores, empresários e outros clubes, sendo que cada parcela deveria ser paga trimestralmente para evitar sanções disciplinares graves.

Com a quinta e a sexta parcelas em atraso, o clube acumula uma dívida imediata de aproximadamente R$ 16 milhões. O histórico recente mostra que o pagamento atrasado não garante a retirada automática do transfer ban, como ocorreu em episódios anteriores, onde o clube amargou três meses de restrições mesmo após quitar os valores devidos.

O impacto no planejamento para 2027

O cenário atual exige uma resposta rápida da diretoria presidida por Osmar Stabile. Caso a CNRD aceite o pedido do Cuiabá, o Corinthians poderá ficar proibido de registrar novos nomes durante toda a janela de transferências do início de 2027, o que prejudicaria seriamente a montagem do time para os campeonatos que virão pela frente.

Sem uma previsão clara de pagamento, a torcida alvinegra observa com apreensão o desenrolar dessa crise. O clube precisa equilibrar as contas e negociar com os credores para evitar que o transfer ban se torne um problema ainda mais duradouro, comprometendo a competitividade da equipe no cenário nacional e internacional.

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