Conselho do Corinthians analisa expulsão de Andrés Sanchez; o que diz relatório da Comissão de Ética


— Relevante destacar que, em matéria de utilização de instrumento financeiro corporativo, a ausência de demonstração objetiva da vinculação do gasto ao interesse institucional impede o reconhecimento de sua legitimidade funcional.

— Não se mostra juridicamente adequado presumir, em favor de quem se utilizou de recurso pertencente à entidade, a regularidade de despesas cuja finalidade institucional não foi concreta e satisfatoriamente comprovada. Ao contrário, a fragilidade ou insuficiência dessa justificação reforça, no caso, a conclusão de que houve utilização dissociada do padrão de correção e finalidade exigível.

Para Pantaleão e os integrantes da Comissão de Ética, as despesas questionadas no cartão corporativo não são isoladas, nem representam “mera irregularidade burocrática ou simples desacerto operacional”.

Segundo o relatório, os fatos representam “ato grave atentatório à moral social desportiva em sua dimensão macro” e têm “repercussão negativa sobre a credibilidade institucional do clube”.

— Nesse contexto, a resposta disciplinar não pode se limitar a medidas de baixa intensidade, sob pena de esvaziamento dos próprios deveres estatutários e ético-institucionais que regem a vida associativa e a atuação de seus dirigentes — aponta Pantaleão no relatório, ao defender a expulsão de Andrés.

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