Como o Corinthians descobriu Breno Bidon no futsal e o transformou em joia da Seleção Brasileira aos 21 anos


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A trajetória de Breno Bidon revela os bastidores da formação de talentos no Corinthians e os desafios enfrentados pelos clubes brasileiros na transição para o profissional

O volante Breno Bidon se consolidou como uma das maiores revelações do Corinthians nos últimos anos. Com apenas 21 anos, o camisa 27 já acumula atuações decisivas e chegou a ser convocado pelo técnico Carlo Ancelotti para integrar a Seleção Brasileira.

A história do atleta, no entanto, começou longe dos gramados tradicionais. O processo de captação foi detalhado por Robson Zimmermann, ex-coordenador técnico das categorias de base do clube paulista, em entrevista ao programa Papo de Craque, da TMC.

Conforme informações divulgadas pelo programa Papo de Craque, a descoberta de Breno Bidon ocorreu de forma pouco convencional, sendo um exemplo de como o olhar atento pode mudar o futuro de um jovem atleta.

Uma descoberta inusitada no futsal

Segundo Robson Zimmermann, a captação de Breno Bidon aconteceu quando o jogador ainda estava no sub-14 do futsal. O ex-coordenador explicou que o processo foi atípico, já que a transição para o campo costuma ocorrer entre os 9 e 12 anos.

Mesmo atuando em um espaço reduzido, o jovem chamou a atenção pela sua passada e pelo manejo corporal. Após a abordagem inicial com os pais, o atleta foi levado para um período de avaliações no Corinthians, que durou duas semanas até a aprovação definitiva.

O trabalho coletivo na formação

Apesar de ter sido o responsável por identificar o potencial de Breno Bidon, Robson ressaltou que o sucesso é resultado de um esforço conjunto. Ele enfatizou que o papel do captador é apenas o início de um longo processo de desenvolvimento.

O ex-coordenador destacou que, ao trabalhar com jovens promissores, o clube precisa de muito cuidado, pois um erro na condução da carreira pode significar a perda de grandes investimentos e talentos importantes para o Corinthians.

Críticas ao imediatismo no futebol

Durante a entrevista, Robson apontou um problema crônico no futebol brasileiro, que é a mudança precoce de posição dos atletas por necessidade de resultados imediatos. Segundo ele, isso prejudica a evolução das características naturais dos jogadores.

O profissional defende que o Brasil deveria seguir modelos europeus, onde o planejamento de formação leva entre três a cinco anos. Ele acredita que a falta de uma programação clara para a transição dos jovens ao profissional é um erro grave que o mercado interno precisa corrigir.

Necessidade de um planejamento estratégico

Para concluir, o ex-coordenador mencionou exemplos de atletas como André e Iago Machado, que tiveram períodos de adaptação específicos antes de serem lançados. Ele lamenta que, muitas vezes, a base é usada apenas para suprir a falta de dinheiro para contratações.

Para Robson, o sucesso de Breno Bidon reforça que, quando existe um projeto estruturado e acompanhamento técnico adequado, as chances de revelar grandes jogadores para o Corinthians e para o futebol mundial aumentam consideravelmente.

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