Comissão de Ética do Corinthians abre processo que pode resultar na expulsão de Rubão do quadro de conselheiros vitalícios


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O futuro de Rubens Gomes no Corinthians está em xeque após a Comissão de Ética do clube instaurar um processo disciplinar que pode levar ao desligamento definitivo do conselheiro vitalício.

O cenário político no Parque São Jorge vive um momento de tensão, com o início de uma apuração formal que mira a permanência de um dos nomes mais influentes e polêmicos dos últimos anos nos bastidores do clube. A medida coloca em foco a conduta de Rubens Gomes, conhecido como Rubão, diante das normas estatutárias da instituição.

A investigação foi aberta após o colegiado acatar uma representação protocolada por um grupo de sócios, que questiona a adequação do conselheiro em manter seu posto. O processo agora segue os trâmites internos, respeitando os direitos constitucionais de quem é alvo da denúncia, conforme informações divulgadas pelo portal Meu Timão.

Nesta reportagem, vamos detalhar os principais pontos da representação, as motivações jurídicas por trás do pedido de exclusão e o impacto desse movimento para o ambiente político do Corinthians.

Fundamentação no Estatuto Social

O pedido de expulsão tem como base direta o artigo 28, alínea E, do Estatuto Social do clube. Este dispositivo prevê, de forma explícita, que é passível de desligamento todo associado que denegrir a imagem do clube, uma cláusula que tem sido utilizada com maior frequência pela atual gestão para moralizar o quadro de membros.

Os autores da representação argumentam que as recentes notícias envolvendo o nome de Rubão atingem diretamente a reputação da agremiação. A estratégia é utilizar o mesmo rigor adotado em casos anteriores, como as expulsões de ex-presidentes, para garantir que o Conselho Deliberativo mantenha uma postura uniforme diante de irregularidades.

Condenação por improbidade e a Operação Rei do Pix

Um dos pilares da denúncia é uma condenação por improbidade administrativa em um caso envolvendo a Prefeitura de Ariranha, no interior de São Paulo. De acordo com a sentença, mantida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, houve fraude em uma licitação para contratar a empresa da qual Rubão é sócio.

Além disso, o documento aponta o pagamento de R$ 100 mil por serviços que, segundo a decisão judicial, não foram efetivamente prestados. Embora a decisão não tenha transitado em julgado, o fato é usado como prova de que a conduta do conselheiro é incompatível com o cargo que ocupa no Corinthians.

O requerimento menciona ainda a Operação Rei do Pix, deflagrada pelo GAECO, que investiga desvios de recursos públicos em Catanduva. O conselheiro é investigado por suposta participação em licitações fraudadas, o que levou a Justiça a determinar o bloqueio de R$ 4,59 milhões em seus bens e contas bancárias.

Direito à ampla defesa no processo

Apesar da gravidade das acusações, a representação deixa claro que o objetivo do grupo não é promover uma punição sumária ou injusta. O documento reforça que Rubão deve ter assegurado o contraditório e a ampla defesa durante todo o desenrolar do processo conduzido pela Comissão de Ética.

A intenção dos associados é que o Conselho Deliberativo apure formalmente os fatos, permitindo que o conselheiro apresente sua versão antes de qualquer decisão final. O desfecho desse caso promete ser um marco importante para a política interna do Corinthians nos próximos meses.

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